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Resgate a sua essência interior

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A maior curiosidade dos indivíduos que trilham o caminho do conhecimento espiritual é o processo de reencarnação. Todos querem saber sobre suas vidas passadas, mas ninguém está preparado para ver de fato a grande fita gravada. Na grande maioria dos casos é preferível não mexer, não saber, não querer ver porque, na verdade, o que você precisa fazer é trabalhar coonscientemente as emoções da vida presente, mais nada.

O afrouxamento emocional pode acontecer em um segundo e daí em diante todos os resquícios de todas as vidas são trabalhados em cadeia, como um ajuste de terras de um grande terremoto. A melhor maneira de lidar com isso é usar a leveza natural da sabedoria do universo, cuja porta de entrada, nesse mundo, é se espiritualizar. Ler bastante, freqüentar centros espíritas kardecistas e templos budistas ajuda bastante.

Por quê? Porque essas duas filosofias de vida se abriram para o autoconhecimento, enquanto que as religiões tradicionais optaram por ignorar este assunto, que é uma forma de manter o adepto preso aos seus próprios medos e manter financeiramente a religião, na falsa esperança de que o intermediário salva alguma coisa.

O medo cultivado nas religiões tradicionais acaba canalizando os seus fiéis ao materialismo, à falsa crença de que a felicidade é de fora para dentro e não de dentro para fora, como o próprio Jesus diz.

Cada um constrói, na própria cabeça, o universo mental que deseja. Aquele que não pode ir a um desses lugares por este ou aquele motivo, pode ler e rezar, a sua maneira, em casa, sozinho ou em família, até chegar um ponto em que é necessário a interação com outras pessoas. Ninguém se vê sem um espelho.

A psicologia convencional? Esqueça! Eles tentam imitar a medicina materialista, embora trabalhem com a mente humano. Como isso é possível? A psicoterapia é essencial na vida de qualquer indivíduo, mas é preciso encontrar um profissional que não esteja atrelado aos preconceitos da ciência e da medicina, implantados nas universidades e pelos chamados Conselhos!

A psicologia tradicional nega os caminhos percorridos por seus mestres originais, que se degladearam com suas própria crenças, as sociedades da época e os universos paralelos, como mostra C. C. Jung em “Psicologia e Religião Oriental”, “O Eu e o Inconsciente”, “A Energia Psíquica”, “Memórias, Sonhos e Reflexões”, livros básicos da psicologia mas não são lembrados pelos professores. Na página 166 deste último, Jung relata nos experiências de saídas do corpo e de seu contato com “o rubro sol nascente”. “Quando você começa a entrar na biblioteca de todas as vidas que carrega consigo mesmo nesta vida, só há duas opções: ou você enfrenta ou foge!”.

Sim, o problema de relacionamento de toda uma família pode estar relacionado a uma só pessoa, as vezes aquela bem boazinha, mas é difícil ela perceber! É fácil apontar  o dedo para esse ou aquele desequilibrado da família mas as vezes o desequilibrado é só aquela mais sensível, que capta o conteúdo todo do carma familiar e não consegue, sozinho, trabalhar porque isso implica no reconhecimento da mediunidade por profissionais de saúde, além das barreiras culturais da família.

Fazer cursos e redirecionar a vida para um caminho holístico é essencial nesse processo todo porque o caminho holístico requer a consciência ativa e não drogada, envenenado pelos remédios artificiais feitos em laboratório. A grande coisa, e que está ao alcance da maioria da população brasileira, portadora de uma riqueza na forma de plantas medicinais, é a iniciação em Reiki, que ajuda a alinhar as pessoas no caminho de volta para si mesmas.

Dependendo do merecimento, da vontade e do esforço de cada um, esse alinhamento provoca mundanças drásticas na vida como um avião que se move cheio de passageiros pela pista de pouso e se joga no abismo do espaço vazio.

Em um vôo Brasilia-São Paulo, de repente os passageiros, cheios de medo, se agarram às poltronas, como se isso fizesse alguma diferença, enquanto que outros dormiam e roncarvam. Ainda há os atendentes que mostram uma aparente indiferença com os movimentos do avião e também o piloto que conduz o bicho como se fosse o seu próprio corpo. O avião é o mesmo, mas o processo emocional de cada um ali dentro é diferente, assim como o é o meio-ambiente em que todos estão, com as limitações de espaço, ar e movimento e as reações individuais — porque somos seres únicos e diferentes.

A chave da leveza ou da dificuldade está na mente de cada indivíduo e isso não depende só da genética herdada dos pais, do tipo de educação recebida, do meio-ambiente onde a pessoa viveu na infância-adolescência, mas também da genética de todas as vidas passadas que cada um carrega em si mesmo, aqui e agora. Há os que se acham mais merecidos desse entendimento, mas não é assim.  É importante que se diga que o merecimento é conquistado e isso acontece a qualquer momento em que o indivíduo assuma, de verdade, a responsabilidade por si, começando com a prática se perdoar.

Como mestre, tenho visto muitas pessoas despertarem para a plenitude da vida, entre a terra e o céu, enquanto que outras se agarram aos sacos cheios da sombra mental, muitas vezes apenas com preguiça de se autoaplicar, de mudar, de ver os próprios equívocos, erros, e a repetição das fórmulas erradas da vida – atraindo pessoas, lugares e coisas erradas, pesadas, complicadas e ainda achando que “a culpa” é do mundo, dos outros, porque a nossa cultura ensina que a vida é o que está fora de nós.

Alguns mestres de Reiki, novatos, geralmente passam pela fase de deslumbramento, achando que só ser mestre basta. Não basta! Se o indivídio não começar a encarar os seus próprios conteúdos emocionais em busca da autocura não poderá ser mestre de verdade. Há mestres antigos e presos aos seus cursos, com a mesma linguagem, que têm medo de ousar e aprender uma outra técnica ou de utilizar a técnia em si mesmo. Esse trabalho é, as vezes, doloroso, longo, mas vale a pena! Ter o título e continuar a mesma pessoa agressiva, insuportável, que se acha um ser especial e superior aos demais não adianta de nada.

A energia em si não faz julgamentos nem podemos julgar ninguém.  Aqueles que conseguem perceber que há um mundo paralelo batendo na porta, no vidro do carro, no estômago que ronca, no ar que respiramos e que todos fazemos parte dele, rapidamente começam a ter acesso a sua fita central, com a história de todas as suas vidas, com os padrões de comportamento repetitivos ansiosos para serem libertados – que se mostram até quando estamos sozinhos. Em alguns casos, inclusive mestes, é necessário a psicoterapia.

O fato de você se tornar mestre não significa que está livre de todos os laços da sombra emocional e dos vínculos com o passado, a vida presente e o que será o futuro e tudo o que se relaciona com parentes, amigos, clientes, pessoas anônimas da rua e todo os demais seres dos universos paralelos. É preciso, antes de tudo, tornar sólido o mestre de si mesmo – e isso requer humildade, mansidão e compaixão. Conheci um mestre Reiki que morre de medo dos cachorros porque até os viralatas das ruas querem agredi-lo e ele não sabe o por quê. Animais têm sensibilidade e conseguem diferençar uma energia de outra.

Conheci outro que formou mestres e quando descobriu entre eles alguns eram gays, passou a dizer que o mestrado deles não valia de nada – cada mestre atrai para si os alunos que têm a mesma sintonia… Onde será que esse mestre aprendeu que a energia universal tem preconceitos sexuais ou se importa com as preferências sexuais dos seres humanos? Há muitos mestres perdidos, desorientados, com ego ativado na direção da manipulação do poder pessoal, que reclamam de um respeito que eles não têm nem por si mesmos. A energia universal não faz julgamentos mas precisa de comandos positivos mentais, firmes, decididos para arrancar da memória celular o lixo antigo.

O acesso ao conhecimento das inúmeras vidas que já vivemos é lento, gradual, de acordo com o conhecimento e o preparo emocional. Já tive acesso a inúmeras delas, das mais assustadoras às mais agradáveis, das mais longas às mais curtas, das mais significativas às mais desastrosas. Já inclui em alguns dos meus textos um pouco de algumas vidas passadas e para dar a dimensão desse processo aqui vai um curto exemplo: Chorava bastante olhando a minha irmã de 12 anos mergulhando desesperada no rio tentando achar o meu pequenino corpo, de dois anos de idade, que havia caído no rio por pura inocência de criança. Foi um sofrimento. Olhava o meu corpo de criança, morto, e via o meu ser espiritual eterno na forma adulta de hoje.

Cada indivíduo tem uma história diferente. Alguns precisam se trabalhar muito para poder se dedicar a encamihar os outros para o caminho da cura. Outros já são mestres antes de fazer o primeiro nível. Nenhum mestre tem o direito de impedir que um aluno se torne mestre porque esse julgamento é feito pelo próprio aluno e entre ele e a relação que tenha com o Universo. O que precisa ser feito é uma avaliação da história de praticante Reiki do aluno e sua conduta ética.

Estamos aqui para iniciar, dentro dos princípios que regem a ato da iniciação, quem desejar e se sentir chamado para o caminho da própria cura mental, física, emocional e espiritual. João Batista paralizou diante de Jesus. Fui contactado por uma pessoa que me reconheceu de uma vida que vivemos juntos na América Latina há cerca de quatrocentos anos atrás. Quando li o email desse indivíduo senti a energia e vi as imagens. Era como se ele estivesse na minha frente com as roupas e os costumes daquela época. Trocamos alguns emails e eu lhe disse desde o primeiro momento que já havia trabalhado o conteúdo emocional daquela vida, libertado o meu ser dos julgamentos que havia feito sobre aquele tempo mas a pessoa insistia em reconstruir os laços.

Com paciência e compaixão, repeti várias vezes a palavra perdão para que ela percebesse que o passado precisa ser perdoado e a gente também precisa se perdoar pelo passado, seja qual for, mas a pessoa insistiu – por é perdoando que se é perdoado. Então, não tive outra opção e dediquei demais emails a falar do amor incondicional e das maravilhas da vida presente. Aquela pessoa reagia como minha avó de mais de cem anos que falava, em seu leito de morte, dos seus “meninos”, se referindo aos seus filhos pequenos que hoje são avós. Ela não queria soltar aquele tempo que para ela foi agradável, como deve ser o tempo em que os pais têm crianças inocentes e puras em seus braços. Mas as crianças crescem e é para isso que nós existimos. É perda de tempo guardar um vidro de perfume no armário. Não se pode tomar banho com um vidro de perfume vazio! Você pode até guardar o vidro de perfume mas ele não fará sentido algum no armário e nas suas fantasias mentais e emocionais. Você prende o que deveria ser solto no ar. Você pode imaginar e visualizar o perfume daquele vidro vazio percorrendo o seu corpo e tudo o que você sentir ser pura fantasia porque a imaginação e a visualização necessitam ter um conteúdo referencial no universo paralelo. Reiki funciona porque é a energia universal sendo conectada da mesma forma que conectou  Moisés, Jesus, Buda e nos conecta a todos, isto é, há um referencial no universo paralelo que é real, nítido, palpável, assim como nós existimos. Você sente a energia circular pelo corpo e se tornar física.

Os físicos fazem outra leitura desta mesma coisa. A reencarnação, assim como o contato direto com a energia universal, já não é uma “invenção” dos loucos visionários e videntes. É real. Mas não precisamos sair por aí procurando as carteiras de identidades, perdidas em muitas nacionalidades, raças e expressões físicas do sexo, com o dedo julgador e se achando mestre. Estamos na Nova Era, onde tudo será revelado e escancarado.

A natureza criou árvores que têm a obrigação de dar flores e frutos, enquanto que criou outras só para dar o próprio corpo, a madeira, para aquecer as necessidades humanas.

O importante nesta vida é o indivíduo procurar entender os pedaços de todas as árvores de que é constituído, reconhecê-los, fazer as pazes com todas eles e, finalmente, integrar a floresta com todos os seus conteúdos – desde a memória dos pedaços das árvores que deram bons frutos, venenosos ou aquelas que só deram o corpo ao prazer do fogo.

Certamente que do trabalho que surgirá dessas cinzas dará vida a um ser novo e belo, conectado com a essência perfumada do divino criador de todas as coisas e mestre de si mesmo, aqui e agora, hoje, independente de crença, religião, opção sexual, raça, nível social, etc. Todo ser humano é igual nas necessidades básicas.

A gravidez é um momento na imensidão do tempo

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Por José Joacir dos Santos

A cliente chegou para uma consulta trazida mais pela curiosidade do que pela vontade de trabalhar aspectos da sua personalidade. Iniciamos a conversa sobre o estado dos seus sete meses de gravidez – a segunda. Estava muito patente a insegurança e a pouca experiência daquela jovem mãe que vive sob o olhar superprotetor dos pais, os quais adiam, inconscientemente, o processo de amadurecimento da filha e do genro. Combinei com ela que conversaríamos sobre tudo a respeito da gravidez de forma que ela adquirisse mais confiança e serenidade para perceber a importância desse momento único e privilegiado. No final da consulta ofereci à minha cliente uma sessão de Reiki e ela aceitou. Criamos o clima, ela relaxou e comecei a canalizar Reiki. Logo no primeiro toque o bebê reagiu. Quando coloquei as mãos sobre a barriga ele colocou as suas junto às minhas, pelo lado de dentro, como se as paredes da barriga da mãe não representassem coisa alguma.

Comecei a brincar, e ele acompanhou minhas mãos mexendo a parte do seu corpo onde tocava. Foi divertido e emocionante, enquanto que a mãe deu uma cochilada quase que de propósito para que eu e o bebê ficássemos a sós. Ele mostrou-me sua forma física e aproveitei para mostrar a ele imagens bonitas da vida.Visualizei campos floridos, oceanos, rios, florestas, pássaros, borboletas, gatinhos, cachorros, coelhos e tudo o que vinha à minha mente de lindo nesta vida. Em certo momento não sabia se era eu quem visualizava ou se era ele quem pedia e assim estava difícil de me manter em pé aplicando Reiki. Foi uma conversa mental sem precedentes e o consultório encheu- se de luz e os mundos se entrelaçaram em um momento de infinita beleza e paz, onde eu representava apenas um bambu oco, canalizador, transmissor.

Estaria o espírito do bebê junto ao feto ou fora dele observando tudo e transmitindo o que queria para a minha mente? Encerrei a sessão e acordei a mãe, que parecia rejuvenescida, com os olhos brilhantes e a pele rosada. A cliente foi embora e aproveitei para revisar episódios da minha vida. Desde criança tinha feridas inexplicáveis por todo o corpo, especialmente nas pernas. Aos oito ou nove anos havia tanta ferida no meu corpo que quando acordava estava grudado no lençol e aí o sofrimento era me despregar dele. Já estava acostumado com um certo mau-cheio rodeando o meu corpo e não havia remédio que curasse aquelas feridas, que me isolava das outras crianças ao ponto de vizinhos proibirem que os filhos brincassem comigo.

Tomar banho era um suplício e minha mãe não tinha muita paciência com isso. Essa situação melhorou um pouco quando entrei na adolescência, mas de um modo geral era um menino fisicamente fraco e adoecia com facilidade, até com a mudança de tempo. Aos vinte anos, em uma regressão espiritual em Brasília, o mistério foi desvendado. Um dos membros da sessão espírita incorporou uma mulher desesperada, agressiva, pouco educada, mas ávida para falar comigo. Quem? Ela contou que quando minha mãe estava grávida de mim tiveram uma discussão, cheia de agressões mútuas, por causa de terras. Ela disse que, com raiva, desejou “coisas ruins” ao bebê que estava na barrida da minha mãe.

Anos depois dessa briga, a minha família mudou-se para outra localidade e ela faleceu. Ao chegar do outro lado da vida não teve permissão de ir em frente porque havia desejado aquelas “coisas ruins” a uma criança ainda na barrida da mãe. Ignorada e forçada por seus mentores a reparar o delito, ela disse que passou a me seguir na esperança de poder se fazer ouvir e pedir perdão. A intenção dela de me seguir parecia boa, mas o resultado era horrível: ela havia falecido com um problema na pele que a revestia de feridas por todo o corpo.Ao se aproximar de mim afetava o meu campo magnético, estourava meu corpo de feridas e os médicos não encontravam remédio que curasse. Muitas vezes sentia cheio de podre e pensava ser das feridas. Perguntada se ela tinha consciência da segunda maldade que me causava ela respondeu: que maldade?

Na verdade, ela passou quase vinte anos atrapalhando minha vida sem se dar conta do que fazia, “assim na terra como no céu”. Os mentores a fizeram compreender, a perdoei e ela foi levada para o nível vibracional a que se assemelhava, provavelmente um hospital. Depois da sessão, liguei para a minha mãe – que não acreditava em nada disso mas que ficou chocada com o meu relato, especialmente porque sabia que eu não sabia daquela história, mas prometeu rezar por aquela sofrida alma. Minha saúde deu uma guinada positiva e toda a minha vida tomou um novo rumo. Adeus feridas e doenças! Parecia que algo muito pesado havia saído das minhas costas. Diante disso, passei a ter um novo comportamento perante o mundo e especialmente diante de uma mulher grávida, mesmo uma desconhecida na rua: rezo e mando muito amor para o bebê. Esse trabalho toma uma dimensão imensurável com o Reiki. Portanto, não tenho dúvida alguma sobre a intercomunicação dos mundos e a responsabilidade de todos, vivos e mortos.

A própria ciência já admite que o bebê participa e percebe o mundo fora da barriga. Pena que alguns pais ou candidatos são tão despreparados e irresponsáveis que são capazes de largar para trás a mulher grávida, muitas vezes também abandonada pela família preconceituosa e ignorante.O que sentirá um bebê ao perceber que sua mãe está sendo agredida fisicamente ou torturada emocionalmente? Como será a relação de vontade de comer sem ter o quê? E sentir um rio de álcool ou droga descendo na sua direção? E a ameaça de aborto? E as memórias da raiva de estupro da mãe? Que estaria sentindo o bebê ao perceber que a energia universal do Reiki estava ali para fazê-lo pulsar em um novo corpo?

Aquele bebê brincando com minhas mãos reikianas deu-me a sensação, mais uma vez, de que a vida é o que de mais interessante existe e que ele merece toda a festa, carinho, esperança e a beleza e um mundo melhor, sem violência, com inteligência, cheio de amor. Olívia, um personagem de Érico Veríssimo em “Olhai os lírios do campo”diz: “o que de mais importante na vida são as relações de pessoa para pessoa”. Há sempre dois processos na gravidez: um físico, com a futura mãe, e um físico-espiritual com quem vai nascer. Muitas vezes é difícil separar um processo do outro devido a problemas cármicos entre as pessoas envolvidas dos dois lados da vida.

As vezes o espírito não quer reencarnar e também não quer que aquela seja a sua mãe mas esses problemas são bem trabalhados e solucionados pelos terapeutas espaciais.Um dia a ciência vai compreender que enjôos, sangramentos, abortos naturais, morte prematura na barriga e um sem-número de “patologias” não têm a ver somente com as características físico-hereditárias. Há algo mais elaborado e infinitamente belo. Por que será que a mulher grávida pode alterar a beleza física do futuro filho apenas enviando mentalmente visualizações de beleza e saúde? Por que será que se a mulher grávida que toma passes espíritas acalma o bebê e a gestação é mais saudável? Por que será que um pai que acompanha a gravidez da mulher transmite segurança e tudo ocorre com tranqüilidade?

Minha irmã Gorete teve quatro filhos com problemas físicos e o médico dela a aconselhou a não ter mais filhos. Veio a quinta gravidez e ela entrou em pânico porque geneticamente era um risco grave para a formação do bebê, segundo o médico.Ela pediu-me ajuda e passei a tomar passes magnéticos por ela e o bebê que moravam a mais de dois mil quilômetros de mim. A gravidez ocorreu sem maiores problemas, a não ser pelo nervosismo da minha irmã. Thiago nasceu perfeito, bonito, e hoje já é pai.

O médico jamais compreendeu o que aconteceu com as probabilidades genéticas da minha irmã, casada com um primo legítimo, mas a cada vez que tomava passe por eles mandava mentalmente mensagens de saúde, alegria, felicidade, harmonia e beleza. E Thiago nasceu assim! Segundo Denise Gimenez Ramos, em seu livro “A psique do corpo”, Freud e Jung se desentenderam porque Freud “tencionava liberar o homem do medo repressivo ditado pelas instituições religiosas, acreditando que assim poderíamos aceitar a finalidade da morte e a ausência da força espiritual com equanimidade”.

Freud nasceu em uma Europa onde a religião era tão castradora quando alguns seitas evangélicas de hoje e isso dá para compreender e rejeitar o legado que dá alergia em alguns médicos e psicólogos de hoje, que recebem das universidades essa herança psicossomática do “descobridor” do inconsciente. Não foi à toa que Jung rompeu com ele. O que seria de Freud se estivesse nascido em uma sociedade budista, espírita, católica, evangélica ou simplesmente multiracial, multicultural e democrática como a brasileira hoje? Com certeza ele teria admitido a necessidade da busca de uma razão para viver que fosse não-material como nos leva a pensar a Dra. Denise. Por que será que a Dra. Denise considera que a psicologia tradicional está morta? Qual o brasileiro que aceita interferências no estilo multicultural da sociedade? Como podemos ignorar a sabedoria dos nossos ancestrais?

Não dá para trazer para os nossos consultórios os padrões sociais da Europa de Freud, se ainda hoje a Europa ainda é cheia de padrões que fazem a sociedade brasileira, “terceiro-mundista”, torcer o nariz! É evidente que nossas avós não sabiam ou não tinham muita certeza que estavam grávidas. Hoje temos o controle sobre a gravidez, embora existam muitas famílias bem educadas que não falam de camisinha porque a Igreja Católica acha que é pecado mortal. Claro que sexo ainda é uma palavra não tocada em muitas famílias, mas a televisão e a internet já fazem esse serviço, bem ou mal, quer os pais queiram ou não. Portanto, é imprescindível que os casais antes de pensar em gravidez correm às livrarias ou à internete e busquem informações. O passo seguinte é preparar toda a família para o evento da vinda de um novo ser para o mundo material, com a preocupação de evitar os erros cometidos por gerações inteiras que não sabiam que o pensamento é uma força inquestionável, responsável por todas as nossas escolhas na vida.

A gravidez é um tempo de reconciliação, de apaziguamento, de perdão, mesmo porque quanto mais a família briga mais atrai a encarnação de espírito vingativo e mentalmente doente. Nunca foi tão necessário pensar com amor e aqui repito que amor não é hereditário nem mensurável, portanto, um caso a mais para a ciência. Cada um de nós nasce com essa chama rósea dentro de nós, de forma que não é mais aceita a desculpa que “não recebi amor dos meus pais então não posso dar amor aos meus filhos”. Amar é se permitir.

A gravidez é um momento único, especial, pelo qual todos nós passamos e que podemos proporcionar aos que virão uma melhor aterrissagem, uma transição rosada, protegida, segura, feliz, cheia de projetos e imagens bonitas de um mundo que poderá estar nas mãos daquele que vai nascer. E esse trabalho pode ser feito com o toque carinhoso do pai ou da mãe na barriga, a partir do primeiro momento em que se materializou a gestação. A mãe deve abraçar a barriga e contar as mais lindas histórias ao que vai nascer. O pai deve velar pela alegria da nova jornada na terra de um ser que pode ter sido muito importante em suas vidas passadas. Vejam na minha página a experiência xamânica que tive ao voltar ao útero da minha mãe, relatada no texto “Escuta-se tudo na barriga da mãe”. Foi um segundo renascer muito mais feliz.

Mente carregada, doenças pesadas!

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Por José Joacir dos Santos

O professor José Alberto Moreno junta em seu livro “Miasmas segundo Hahnemann, Kent e Egito”, as diversas teorias segundo as quais os males que acometem o ser humano hoje em dia não são nada mais do que o resultado da “supressão da sarna”. A lepra transformou-se em sarna e de lá para cá o ciclo vicioso de supressão tem contribuído para o surgimento de várias formas e versões da velha sarna, que se mascara em cada indivíduo de acordo com a história biológica. Assim, recebe novo tratamento à base de supressão e a memória doente alterada volta a manifestar-se de outra forma até chegarmos às doenças ditas modernas, sucessivamente suprimidas, e assim a bola de neve continua.

Cientistas já provaram que existem diversas formas de manifestação da Aids, a qual adquire novas características a cada dia.Isso tem dificultado o processo de cura graças à abordagem dada pelo sistema ortodoxo de combate às doenças de forma localizada, física, em pedaços, ignorando os componentes emocionais e espirituais do ser. Ao defender a Lei do Carma como uma ação “educativa e não punitiva”, contrária à filosofia masoquista judaico-cristã do “pecado original”. Ramatis resume com simplicidade o processo psicossomático a que somos submetidos desde a fase pré-uterina até o nascimento: a memória doentia — intoxicada pelo veneno psíquico, arquitetado e desenvolvido ao longo das vidas — é a responsável pela materialização no nosso corpo físico da programação de moléstia, ziguizira, deformidade e imbecilidade.

A desprogramação só é possível com uma mudança de comportamento mental e físico e isso requer o entendimento e o reconhecimento da responsabilidade pela fabricação e manutenção desses venenos psíquicos. Essa desprogramação passa necessariamente pela conversão do ódio em amor, da maldade em bondade, do negativo no positivo. A maioria de nós se recusa a compreender isso e faz tudo o que pode para jamais executar essa mudança. Junte-se a isso os condicionamentos sociais ou as lavagens cerebrais perpetradas todos os dias pelos lábios daqueles que se julgam os donos da vida humana – política, religião, etc.

O ser humano não tem outra alternativa a não ser procurar um serviço de saúde que lhe ajude com os seus males e isso pode lhe custar, cada vez, a vida. Os casos são individuais e em alguns as limitações educativas e corretivas são impostas entre a fase pré-uterina e a uterina. O feto evolui fisicamente na barriga da gestante e automaticamente a programação entra em execução, fazendo com que já nasçamos com deficiências mentais, físicas e problemas psicossomáticos que irão se desenvolver ao longo da vida, graças ao apoio genético dos pais. Entra aí o componente “supressão”, que tanto é falada na homeopatia.

Todos queremos filhos saudáveis – porque ignoramos a Lei Cármica – e a medicina ortodoxa está a postos para tratar dos pedaços defeituosos por não compreender que somos constituídos de outros corpos sutis e estes são impregnados de memórias muitas vezes cristalizadas. Esses nós cristalinos serão desfeitos com a compreensão, a aceitação e o perdão, empurrados pelos efeitos da similitude materializada na homeopatia. É evidente que a sarna poderá ganhar contorno tumoroso, formado pela força mental repetitiva, de vibração constante no lado negativo da força. Quando retirado, a doença volta a se manifestar e assim sucessivamente até a morte. Ramatis diz: “Assim como o trovão desfere o raio, que carboniza as substâncias na atmosfera carregada de eletricidade, os espíritos revoltados também produzem venenos mentais e astrais violentos, que os vitimam sob terrível intoxicação e os debilitam, minando-lhes até o senso psíquico de coordenação mental. Sobrecarregam-se de corrosivos produzidos pela mente em rebeldia, como produtos da cólera, da raiva ou do ódio, e que na lei de correspondência vibratória se condensam e incrustam na superfície delicada do perispírito (memória), tornando-o terrivelmente enfermo”.

No livro “A sobrevivência do espírito”, psicografado por Hercílio Maes, Ramatis cita o suicida como o melhor exemplo de mente desequilibrada de várias maneiras, podendo até ser pela saturação intelectual ou pelo ego exacerbado. Fica muito claro que a falta de valorização da própria vida pode desencadear um processo de envenenamento e intoxicação psíquica irreversível, dependendo da própria força mental do indivíduo. Tive um cliente que nunca deixou de chorar nas consultas. Era capaz de trazer quadros detalhadamente elaborados dos membros da sua família, os quais apontava como causadores de todos os seus males psicossomáticos, os quais já o tinham levado ao caminho da supressão propiciada por um psiquiatra pouco investigativo ou talvez vítima, como fui, da saturação intelectual do cliente em questão.

Ele era capaz de trazer resultados maravilhosos, supostamente obtidos com o tratamento floral a que o submeti, injetado com a prática psicoterapêutica – e tem nível superior. Passei a sugerir que meu cliente voltasse a estudar e a se aprofundar em terapias que ele havia estudado. Lembro muito bem da primeira consulta quando ele apareceu enfaixado, embora conhecesse técnicas de massagem oriental e tivesse tomado remédios homeopáticos “alopatizados”. O mundo caiu no dia em que, quebrando a tradição, fui à casa do meu cliente para comemorar um aniversário. Já havia dito que ele não precisava mais de terapia porque as sessões que tivemos já eram suficientes para que ele buscasse o caminho para a própria cura. Em uma hora que lá passei pude ver com clareza nos rostos da família do meu cliente que eu havia sido vítima da sua elaboração mental desequilibrada. Os gestos, os olhares, as formas verbais de tratamento e a hierarquização afetiva mudaram em segundos, em mim, a visão do universo mental por meu cliente construído. Sai da festa disposto a enfrentá-lo na primeira consulta que por ventura marcasse e o fiz. O resultado não poderia ser outro: o meu cliente saiu zangado do consultório quando afirmei que ele havia ocultado informações importantes a respeito do seio familiar ou talvez não fosse capaz de ver, de forma clara, todo o contexto – apesar da convicção mostrada ao longo do processo terapêutico. No dia seguinte recebi mensagem eletrônica cheia de acusações e julgamentos, onde questiona a ética e a minha capacidade profissional. Foi uma reação típica de quem se viu no canto da parece segurando mentiras bem arquitetadas pela formação intelectual, quem sabe com a intenção premeditada para testar o terapeuta.

O episódio enriqueceu meu repertório. Fez-me ver que por mais que trabalhemos estamos ainda vulneráveis a cair nas mãos de histórias perfeitas, de individuais que se recusam a liberar a toxicidade mental a que se programaram ao longo das vidas sucessivas. Talvez aí esteja o gancho da suposta perpetuação da sarna suprimida e travestida. Não sei até que ponto ele tomou os florais que lhe sugeri ou se construiu toda uma história. Descobri depois que ele havia investigado meus certificados e na medida do possível tentado entrevistar-se com alguns dos professores, checando informações e conhecimentos talvez para poder usá-los como resultados pessoais obtidos na terapia, no intuito claro de manipulação.

Para que nível irá migrar a sarna e a toxicidade mental do meu cliente? Qual era a intenção ao jogar com a vida manipulando pessoas? Talvez o desmascaramento possa lhe servir de ajuda porque foi essa a minha clara intenção. O resto é com ele. A supressão da sarna é, com certeza, enriquecida dia após dia, por todos nós. Para que esse quadro seja revertido é necessária uma quebra radical de padrões, nos mais diversos níveis, e isso deve se processar de maneira lenta, da mesma forma que caminha a humanidade, ora abrindo passagem ora erguendo barreiras. Prefiro acreditar que cada milímetro andado positivamente é uma vitória. Acredito que a homeopatia aliada ao estudo psicossomático pode ter um papel extremamente positivo para a saúde pública, sem supressões.

A herança genética pode ser modificada

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Por José Joacir dos Santos

Há dois lados que precisam ser encaixados desde o nascimento: a herança genética física dos pais e a espiritual, das muitas encarnações vividas pela pessoa. O duplo processo genético começa do lado de lá. O espírito vive a fase de despedida dos amigos, parentes e pessoas queridas e traz consigo toda a herança genética de todas as vidas anteriores. Ao mesmo tempo começa a escolher, quando merece, a família que vai nascer. E nessa escolha já entra o fator genético físico.

Quando não há merecimento não há uma escolha pela emoção e pelo afeto, mas sim pelas similaridades genéticas baseadas na necessidade evolutiva do aprendizado. Existem, sim, “famílias” espirituais que eu prefiro chamar linhagem. Na hora de reencarnar não há essa coisa de renascer sempre na mesma família terrena mas também é preciso ter merecimento para renascer na família espiritual. Há casos e casos porque não há rigidez no universo cósmico. Todo o processo de lógica humana é somente humana, terrena, com as limitações no corpo, da história e da literatura científica, a qual divide o ser humano em pedaços. Imagine você se fôssemos obrigados a nascer na mesma família! E quem faz parte daquela família terrena genética e espiritualmente cheia de jogos de orgulho, ambição, competição, ódio, vingança, mau caráter e doenças genéticas transmissíveis?

Não deve ser fácil reencarnar em uma família cheia de vícios, por exemplo. Se olharmos pelo lado genético-físico a coisa é mais complexa. Veja aquelas famílias que casam entre primos, cometem incestos, possuem deficiência física vinda da má formação genética, fumam desesperadamente, bebem descontroladamente, enchem-se de doença venéria, Aids e tudo isso vai para o banco de dados genético! Há muitas pessoas que têm problemas genéticos sérios, transmissíveis, e teimam em ter filhos! Claro que a consciência, o entendimento, de pertencer ao universo e ser responsável por ele é ainda um privilégio de poucos. Mas isso não vai continuar por muito tempo.

O fato é que temos que lidar com essas heranças e trabalhá-las constantemente, diariamente, quase que em vigília — baseada na dádiva “orai e vigiai”. Quando era mais jovem pensava que essa dádiva era coisa de protestante fanático ou de espírita de carteirinha. Vejo hoje, todos os dias, no meu consultório, o resultado desastroso de quem ignora as orações e a vigilância diária com a integridade da alma e do corpo. A herança genética física puxa para um lado e a herança genética espiritual para outro. A física traz os problemas emocionais registrados e as doenças do sangue, da pele, dos órgãos. As espirituais também podem se tornar físicas mas a maioria afeta a mente.

A espiritual traz tudo o que não foi resolvido ou foi mal-resolvido no ciclo das reencarnações, diretamente ligado à bondade e à evolução. O conflito entre as duas desestabiliza e tira a gente do verdadeiro destino, do compromisso com a vida. Nessa bagagem vem, por exemplo, o que você repete como seus padrões e na verdade são aqueles que você tanto odiava ver nos seus pais, inclusive com as mesmas frases, palavras, gestões e ações, os quais você vai a repetição nos seus filhos — porque se não fossem os pais você não nasceria habilitado geneticamente para cumprir o karma.

Conheço alguém que vem de uma família com problema de memória e conseguiu reverter tudo através da alimentação e de exercícios de meditação — e muita vontade. Leite de soja com pólem de flores, pouca açúcar mascavo e geléia real debaixo da língua revitaliza a memória, mas é fundamental trabalhar as emoções. De repente você se vê atacado por uma doença qualquer e lembra que a avó tinha o mesmo mal. As células não são só um registro, são também transmissoras genéticas poderosas que não fazem julgamentos, elas são verdadeiras bibliotecas ou banco de dados infalíveis.

A programação humana é para crescer e multiplicar. Por isso que células do câncer também querem crescer e multiplicar. Elas só sabem que são células e nada mais. De quem vem o meu corpo? Agora junte a isso a influência mental forte, castradora, dominante, imperativa e emocionalmente doente do pai ou da mãe na sua vida! É por isso que vemos famílias inteiras comprometidas emocionalmente e que têm até dificuldade de trabalhar isso porque simplesmente não percebem suas deficiências.

Um professor meu disse que sua emprega não consegue entender os personagens das novelas que assiste. Simplesmente acompanha o desempenho de atores e atrizes para ver se nessa novela eram bons ou ruins, melhores ou piores que na anterior. Dessa mesma forma há pessoas que sequer têm consciência do seu corpo e da sua vida. No caso, a empregada, que vem de um grupo social desfavorecido, se recusa conscientemente a entender a vida que a televisão diz existir. Tive um cliente que não fazia as pazes com seu corpo. Jamais se olhava no espelho do banheiro para não ver em si mesmo o pai que tanto odiava. Disse uma vez que precisava de outro corpo. Mas como? Será que já vendem corpos no supermercado? Esse conflito entre as duas heranças, recheado do ódio pelo pai, levou meu ex-cliente a estados depressivos constantes e profundos.

As crises variavam em querer se suicidar, para se “livrar de tudo isso”, ou querer matar o pai pensando que assim mataria a parte do pai em si mesmo. Aos poucos descobrimos que aquele ódio fervoroso era mais complicado. Havia nele a junção das duas heranças: conflitos encarnatórios entre os dois espíritos, que também eram responsáveis pela mesma herança genética advinda de estupros. Pai e filho vinham de longa data se revezando nas mesmas funções familiares, muitas vezes com sexo diferente, numa clara forma de jamais se encontrar frente a frente e em igualdade de condições físicas, emocionais ou espirituais. Um tinha que subjugar o outro, manter sobre o outro o poder pessoal.

Nenhuma queria ceder, reconciliar, perdoar, acabar de vez essa lamúria. É muito comum no meio dos profissionais que trabalham com o psiquê, e na área de saúde em geral, encontrar pessoas extremamente mal-resolvidas com essas duas heranças. Ironicamente, dedicam-se a trabalhar com a herança dos outros. Já fui expulso de um consultório médico porque o profissional mandou que eu me sentasse e eu preferia ficar em pé. Participei de um seminário em São Paulo só para terapeutas do “psi” onde uma colega insistia em querer usar, nos exercícios, técnicas que ela mesma havia desenvolvido em detrimento das que estavam sendo apresentadas no seminário.

De olhos abertos ou fechados ela só via ela mesma e o mundo para quem mantinha a fidelidade sem questionamentos. Só ela saiba, só ela tinha o caminho, só ela conhecia Jung e Freud e a interpretação dela do mundo era o bastante – eram visíveis as evidencias de descontrole emocional e físico. Isolada aos poucos pelos colegas, ela pode sentir na pele que rejeitávamos a sua programação celular, emocional e espiritual, nitidamente em conflito com ela mesma e que só ela não percebia. Essa leitura não é difícil de ser feita quando você tem um olhar capaz de diagnosticar a voz do corpo.

Além do mais, ela havia “sintonizado” um sistema floral para emagrecimento e beleza feminina, mas pesava cerca de 100 kg e media 1.68m. Vestia-se toda de rosa e usava aquelas bolsas do tipo lancheira de criança que os alunos de jardim de infância carregam nas costas. Mais de 30 anos, ela comparecia ao seminário usando roupas extremamente coladas nos seus 100 quilos. É claro que ela usava aqueles barulhentos tamancos de madeira! Ninguém está a salvo do trabalho constante de vigília.

A herança genética pode ser modificada. Não é preciso voltar aos tempos das sangrias médicas, as quais deixaram traumas nos cientistas da saúde até os dias de hoje, responsáveis pela aversão a florais, homeopatia, Reiki e às demais terapias holísticas. Como falamos de trauma, só um profissional infeliz, inseguro de si mesmo e da profissão que escolheu — ou que lhe foi escolhida — alimenta essas controvérsias. Há cientistas e profissionais felizes e conscientes do compromisso com o universo que praticam a desobediência às rígidas e mofadas regras estabelecidas por órgãos de classe inspirados na academia dos imortais.

Assim como o telefone celular e sem fio desbancou longos e pesados anos de estudo dedicados ao telégrafo, aos poucos essa tecnologia genética gerada em outras esperas do cosmos está “baixando” naqueles que estão com as antenas ligadas. Assisti a uma aula de pós-graduação e não fiquei surpreso quando o professor, conhecido acadêmico, no meio da aula projetou uma fotografia de um corpo humano com os chácras equilibrados para mostrar o estado ideal do estado psicossomático.

Como trabalhar a herança genética dos pais, avós, bisavós? Uso, entre outras, técnicas da Cura Holográfica na Linha do Tempo e de Resgate de Alma aprendidas no curso de formação em xamanismo alquímico que faço com o xamã e terapeuta de iniciação Rowland Barkley, que foi “treinado em hipnoterapia Erikssoniana pelos legendários Stephen Gilligan e Ernest Rossi”. Adiciono técnicas transmitidas pela Grande Fraternidade Branca Universal, mas não posso dar o endereço de e-mail deles porque a construção desse canal é individual.

Alguns clientes meus não demoram mais que cinco minutos para identificar momentos de suas vidas onde não houve um fluxo continuo de emoção. Nos meus próprios exercícios de treinamento com Rowland também não demoro muito a perder a noção de corpo e mergulhar inteiramente nas multidimenções em busca das minhas próprias memórias. Não pense que há um banco de dados com a prateleira marcada apontando o meu arquivo.

Ás vezes o arquivo é uma pequena ligação sonora e colorida solta na imensidão do espaço, mas que é somente meu – cada um tem os seus. É como o sinal do celular buscando o satélite até que acha o ponto, o filete de luz e som. E a memória celular corporal incentivada pela mente é capaz de liberar o filete de luz e som que vai direto ao satélite universal e resgatar o que precisar. É impressionante como nesses momentos o peso do corpo parece não existir e como tudo conspira a nosso favor desde que a intenção seja honesta e verdadeira.

Uma crença modificada se traduz geneticamente em mudança celular. Sei que existem outros caminhos e outras formas porque a engenharia genética universal jamais planta uma flor em um único lugar da terra e do próprio universo porque de uma maneira ou de outra a evolução tem que acontecer. Nos dias em que vivemos já há uma convergência dos caminhos. No dia oito de junho passado acordei cedo da manhã para sentir o eclipse de Vênus com o Sol, um acontecimento raro no cosmos. Brasília é fria nesta época e eu já me preparava para sair da cama para ir lá fora quando percebia que ali, bem ali na minha cama, já havia uma diferença.

A quadra inteira estava no mais completo silêncio, exatamente ao contrário do que ocorre rotineiramente. Há uma escola aqui perto e o movimento começa antes das seis da manhã. Também tem minha vizinha de cima que usa tamancos de madeira e já sai da cama distribuindo barulho. Coloquei minha atenção no infinito do céu e senti a energia rosa fortemente no ar. Fui ao trabalho e percebi com a Esplanada dos Ministérios estava calma em plena sete da manhã, o que não acontece normalmente graças a uma ponte nova, e festejada, que construíram aqui.

Não pensaram no barulho que essa ponte iria trazer para a Esplanada, de forma que hoje se trabalha sob muito ruído e a Esplanada virou pista de corrida. Ao final do dia, saí na varanda do meu consultório e o céu de Brasília era rosa, completamente mesclado em várias tonalidades da cor rosa. Muita gente sequer tomou conhecimento do eclipse, mas estava ali bem visível toda a energia que tudo isso gera. Na madrugada do dia seguinte um dos maiores vulcões da Indonésia entrou em erupção, lançando lavas rosas de gás no espaço. Coincidências? Assim trabalho o universo. Minha percepção é muito pouca para tanta grandeza. Nada está desconectado. Dessa forma, os caminhos para se trabalhar a desprogramação e a reprogramação celular, com efeitos genéticos, têm também várias conexões e formas. Estão cada vez mais próximos e se tornarão cada vez mais acessíveis. Posso dizer que quando mais longe do espiritualismo mais uma pessoa está distante de ser conectada e resgatada para a própria e eterna essência. Os sinais da energia rosa universal estão ai para quem quiser ver. Qual é a mensagem? Para todo e qualquer trabalho de alteração da herança genética física ou espiritual é necessário envolver o amor.

Não é o amor das cansativas músicas populares de eu te amo e você me ama e ela me abandonou e eu estou morrendo de amor. É o amor que quando falta gera doenças, cirurgias, internações, vidas mal vividas, problemas não resolvidos e adiados. Estamos falando de uma centelha rosa que não é repassada nem pelo corpo físico nem pelo espiritual. Está dentro de cada um de nós e foi implantada no momento do sopro da vida por si mesmo, lá no começo do inicio de todos os princípios. É lá nesse lugar longínquo que está o filete da luz de cada um de nós, que nos pertence, que é individual, único e para o qual devemos voltar toda a nossa atenção.

No momento em que escrevo essas linhas os meus chácras pulsam fortemente, criando a sensação que sou uma árvore dançando com o vento. Essa força rosa é poderosa, belíssima, suave e só em falar nela há a manifestação. Felizmente, o tempo das sangrias está perdido no tempo. É preciso resgatar todas as partes da nossa alma eterna, todos os filamentos, toda a memória, lembrando que o cemitério é apenas o depositário de carne humana morta. Esse é um trabalho delicado, bonito, e que passa necessariamente pela total mudança individual de comportamento e quebra total de padrões sem que você tenha que romper com as normas sociais.

É uma luta interna, mental e física na medida em que você tem que rever tudo o que você come e bebe, a quem você se entrega e a quem você deixa de se entregar porque tudo isso faz parte do registro físico/espiritual. É preciso dar adeus aos vícios, às agressões que você comete contra você mesmo, as picuinhas que você cria em torno da sua vida diária, das pessoas com quem convive – muitas vezes em nome da moral e dos bons costumes, mas que são só suas e que você acha que os outros precisam se enquadrar nelas.

Algumas pessoas você já deixou para trás, mas continua alimentando mentalmente as picuinhas a respeito delas e essas agulhadas são mais fortes do que palavra dita cara a cara. Algumas situações de sofrimento e culpa você vive trazendo de volta e essa proposta de reforma exige que você as largue no tempo e no espaço, sem festinha de despedida. O que não for resgatado poderá ficar perdido para sempre na imensidão, sem endereço de busca. Nesse exercício de picuinhas você está doando a energia que vai lhe faltar em algum momento da vida.

A diferença é que essa mudança exige o assentamento de uma nova consciência individual e ao mesmo tempo cósmica. É sintonizar a própria energia, o único modelo, a único matiz, da mesma forma que todas as árvores recebem simultaneamente a mesma luz do Sol e cada uma resgata para si o que é só seu, a força solar que lhe faz vibrar na essência da vida. Esse resgate exige disciplina e as árvores exercem isso, é só observar.

É um exercício que exige que eu me empenhe em construir a minha individualidade, soltando tudo aquilo que é memória de outras pessoas, mesmo que sejam queridas como o pai e a mãe. De nada serve para a minha integridade emocional, física e espiritual os problemas emocionais, físicos e espirituais do meu pai e da minha mãe e de todos os que viram antes deles. Você poderá dizer: e não somos um conjunto? Sim, somos. E não tenho que acompanhar o ritmo de todos eles? Não! Uma cliente uma vez me disse que não voltava à universidade, que tanto desejava, para não “humilhar” os irmãos que nunca tentaram o vestibular, pode?

Neste caso, o fio enferrujado tem mais força que o novo. A nova consciência precisa de um sentimento interior de limpeza. Nos exercícios mentais de alteração da memória celular eu sempre vejo a luz dourada empurrando a energias sem cor. Numa fotografia Kirlian que tirei aparece esse mesmo processo, a luz dourada sobrepondo-se à energia desqualificada simplesmente com a força da intenção. Percebo, também, que uma pessoa que decide encarar o processo de apaziguamento das heranças genéticas acaba beneficiando grande parte das famílias terrena e espiritual. Um laço que se quebra derruba uma rede inteira. É contagioso como a oração.

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