Reiki está Além dos tapetes vermelhos
Por: José Joacir dos Santos

Tudo começa, no meu caso, com uma forte vontade de dormir sem ser a hora habitual. Às vezes tento resistir, mas o meu corpo começa a fraquejar. Não adianta resistir muito porque é chegada a hora de mais uma viagem astral de trabalho, sempre sem aviso prévio e nem descrição de onde, como, quando e por quê. Há uma confiança muito e para chegar a este estágio tive que me trabalhar bastante, ler muito, aprender com a experiência dos outros e principalmente ouvir aos meus guias. Fui submetido a mais de 300 horas de terapia antes de trabalhar com terapias.
Muita gente teme, erradamente, aos próprios guias e nisso abre espaço para outras entidades que aproveitam da insegurança, da desconfiança e, na maioria dos casos, da ignorância a respeito deste assunto. É preciso ter muito cuidado com espíritos que se apresentam como crianças, por exemplo, imitando voz de criança, pedindo coisas de crianças, sem a coragem e a capacidade de se apresentar como realmente é. Muitas dessas “crianças” são o próprio mental do médium despreparado para o serviço. Guias espirituais sérios não precisam de fantasias terrenas.
No próprio Oriente há muita gente que se engana e me mete em rituais de troca com espíritos enganadores. Os rituais orientais de oferta de alimentos, por exemplo, não têm a conotação de troca, de promessa paga ou coisa indefinida. A intenção é de celebração da vida. Ao se oferecer um incenso a intenção de amorosa, de agradecimento, não de troca. Via um jornal televisivo quando sentia o chamado. Fui para a cama de deitei porque perco totalmente o controle físico. Em segundos estava diante de um grande portão que dava entrada para algo como uma fortaleza de pedra.
Tudo era muito escuro, de forma que sabia que estava em um plano espiritual muito denso e próximo da terra, talvez dentro da própria terra, nos chamado umbral. Ao tomar conhecimento do local, ouvi uma voz, atrás de mim, dizer: emita Reiki e pense no vermelho (a cor vermelha).
Das minhas mãos saiu a luz que iluminou o local e o vermelho predominava. Jogue no portão. Joguei e ele se abriu. Dentro havia um salão com outro portão. Jogue o amarelo. Joguei e a mesma coisa aconteceu. Assim sucessivamente abrimos sete portões, cada um dava para um salão escuro. No último a coisa pegou. Quando joguei a luz uma imagem de homem muito alto, forte, de pele escura, saiu das sombras e veio na minha direção. Senti medo e a voz disse: dê um passo para trás e crie o círculo de fogo. Havia aprendido a formar o círculo de fogo com meu mestre de xamanismo.
Como? Use o que você sabe! Joguei Reiki e o ciclo se fez. Neste momento vi que estava acompanhado de outras pessoas. Juntos fazíamos o ciclo de fogo. A entidade parou. Avance o ciclo de fogo na direção da entidade! Avançamos, mentalmente, como se faz para projetar os símbolos de Reiki em tamanhos maiores.
Cheio de raiva, fumegando, a entidade avançou para me destruir, ignorando o ciclo de fogo. Temi de medo. Firme!, a voz gritou comigo. Seguramos o ciclo de fogo e ela adentrou. Neste momento toda a sua energia se desfragmentou. Fui jogado de volta ao meu corpo.
Tive que sentar na cama e rezar para me recompor – o Emergencial do Floral de Saint Germain ajuda muito nessa hora e deve-se tê-lo sempre na cabeceira da cama. Tudo foi muito rápido e muito forte. É tudo mental e muito veloz. Não preciso saber quem e o por quê. Sei que o trabalho foi igual a um cliente que chega no meu consultório. Nesses momentos sou apenas um trabalhador universal a serviço da Grande Fraternidade Branca Universal e o faço com muita alegria, amizade e gratidão. Jamais pensei que pudesse utilizar Reiki para essas situações, mas já sabia que Reiki não foi criado só para a dimensão terrestre. No mundo espiritual, Reiki funciona com mais perfeição ainda. Da da forma que o conhecemos é apenas uma adaptação projetada do que pode ser do lado de lá. Muita gente boa trabalha com Reiki, mas não sabe disso e limita esse conhecimento ou simplesmente não sabe o que está fazendo com a energia universal, há anos. A coisa é muito mais além e mais profunda.
Você pode ter diplomas e não vivenciá-los como eu mesmo fiz durante anos. Aos poucos vou juntando todas as cartas do imenso baralho e remeto esse entendimento aos seres espirituais das Plêiades, um conjunto de “estrelas” que a Nasa fotografa e não sabe como decifrar. É de lá que vem grande parte das informações sobre a engenharia genética da galáxia e toda a tecnologia de alteração do DNA sutil.
Antes de ser iniciado, nesta vida, em Reiki, Magnified Healing, Taoísmo, Budismo e de ter passado pelo aprendizado Kardecista, já fazia trabalhos semelhantes e voltava para o meu corpo muito cansado, com dores, porque era usada usava a minha energia vital, física – como muitas vezes acontece com o passista. Não sabia utilizar o poder da minha mente nem tinha a ferramenta certa para usá-la. E, como já disse em outro texto sobre outro assunto, tudo é divino, tudo é sagrado, tudo é vibracional sem necessariamente ser religioso, mesmo lidar com as forças dos umbrais. Para isso precisamos estar preparados, treinados, na centelha do aprendizado infinito, ilimitado, cientes de que recomeçamos do zero a cada novo degrau que alcançamos.
Os diplomas e os certificados não sobem degraus. É o suor mesmo! Não há tapetes vermelhos nem recompensas no céu imaginário. Essas duas coisas são materiais, ilusórias e às vezes só isso. Necessitamos da matéria e da ilusão quando inseridos em um contexto, da mesma forma que os demônios um dia serão anjos da luz se ousarem utilizar o livre- arbítrio para mudar de padrão energético.
É preciso trabalhar bastante o ego e as inseguranças porque Reiki está além dos tapetes vermelhos que alguns mestres desejam que sejam estentidos na passarela.



