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Reiki, Uma Experiência

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Há muito o que se falar e há muita coisa já dita porque cada experiência é individual. Reiki vem das tradições tibetanas e o sistema como hoje é conhecido foi canalizado pelo monge budista japonês Mikao Usui, que desenvolveu no Japão essa técnica de forma que fosse transmitida a outras pessoas sem perigo algum. É um sistema de canalização da energia universal, sem intermediário, que  há existia antes de Mikao Usui mas não tinha chegado a milhares de pessoas de todo o mundo, como era a sua finalidade.

O facilitador deve ser iniciado por um mestre credenciado e há três níveis básicos de iniciação. No Brasil como em muitas partes do mundo, há inúmeros aproveitadores dessa técnica, que publicam livros e vendem pela internet iniciação à distância. Nas tradições orientais não se concebe iniciações à distância e no Ocidente, em séculos passados, a magia negra funcionava à distância. Vivenciei várias experiências fora do Brasil, antes do Reiki, com o envio de energia à distância e pesquisei sobre a magia negra. A codificação do Reiki jamais permitirá o seu uso para o outro lado da luz. 

Com a invasão do Tibete pela China em 1948, o Dalai Lama disse a todos que os ensinamentos milenares guardados naquele pequeno país invadido deveriam percorrer o mundo para quem desejasse ter acesso ao caminho do meio que se chama budismo. Mesmo assim, não foi dito que os ensinamentos sagrados, como é o caso dos símbolos do Reiki, devessem ser vulgarizados, inclusive Mikao Usui os ensinou como sagrados. Para qualquer oriental, iniciação  significa uma cerimônia onde há um iniciado e um mestre, olho a olho, imprimindo na memória celular do iniciado as chaves do caminho, pelo toque físico da imposição das mãos. A imposição das mãos com o objetivo da cura está registrado na Bíblia: “E da doutrina dos batismos, e da imposição das mãos, e da ressurreição dos mortos, e do juízo eterno”, Hebreus, 6:2.

Claro que a Internet e os correios são invenções ocidentais e ditas modernas que não existiam no Tibete. Mas o discernimento do que é correto e o que não é não tem tempo nem lugar. Por causa dessa falta de discernimento foi que Atlanta, o Egito e as civilizações indígenas latino-americanas, Maia e Inca, sucumbiram. A responsabilidade é de cada um. O Universo responde às ações individuais. São diferentes a intenção da aplicação e a da iniciação. Reiki funciona em perfeita harmonia com todas as terapias, inclusive florais, e é um excelente e já comprovado apoio nas cicatrizações das cirurgias médicas.  Há, “no mercado”, inúmeras invenções em nome do Reiki. De astrologia a arquétipos. Essas criações mirabolantes e cheias de promessas são feitas por “mestres” despreparados, ambiciosos e sem ética, com hierarquia espiritual comprometida com o mal-uso da energia universal, tal como ocorreu em civilizações antigas. Para essas pessoas, falta leituram, ética e viagens ao Oriente. 

Atendi a clientes reikianos que se queixavam de bloqueios diversos em suas vidas, o que não coaduna com pessoas corretamente iniciadas em Reiki. Tive vários casos de pessoas com problemas de saúde e que tinham sido “iniciadas” à distância. Essas pessoas haviam recebido em seus campos magnéticos os desequilíbrios espirituais do “mestre”, inclusive a sua linhagem ou hierarquia, mas não Reiki. Somos parte de um todo universal e a hierarquia existe. O lado da sombra também faz iniciações. A linha que divide o bem do mal é como um fio de cabelo e há em ambos os lados uma perfeita hierarquia. “Mestres” ambiciosos e sem escrúpulos facilmente ultrapassam essa linha.

Quando a energia universal é requisitada ela vem sem julgamentos e a pessoa que requisita é quem direciona para que lado da luz deseja encaminhá-la, passando a exercer total responsabilidade pelos seus atos, assim com cada um de nós ao nascer recebe o livre-arbítrio. Portanto é preciso saber quem é quem, como tudo na vida.

Para reconhecer a luz é preciso conhecer a sombra e esse é um processo individual demorado. Assim como as orações, é inquestionável a eficiência do Reiki e sua aplicação à distância porque não interfere no campo eletromagnético do iniciado ou da pessoa que recebe. Reiki é luz e saúde. Acalma, relaxa, traz de volta a essência perdida, desato laços cármicos. É extremamente válido como prevenção dos desequilíbrios e também para a harmonização deles.

Atua maravilhosamente em todo ser humanoe é fundamental para o equilíbrio dos centros energéticos dos nossos corpos sutis – através dos  chácras. A primeira sensação de quem sai de uma maca de Reiki é de leveza, alegria e beleza. Muitos clientes dizem assim: já acabou? Perdem a noção do tempo porque foram submetidas ao tempo astral e esse é leve e confortável.

Não há contra-indicação nem efeitos colaterais para o Reiki mas é preciso saber a história do cliente para uma melhor atuação. O Reiki puxa da memória das células os desequilíbrios mais antigos, desta e de outras vidas, de forma que é comum virem à tona antigos problemas psicossomáticos. O terapeuta Reiki só escuta e anota. Nestes casos, o cliente deve ser conscientizado de continuar com as aplicações do Reiki até que essas manifestações desapareçam. Se há algo físico, envia o cliente para um especialista. O reikiano dever ler tudo que encontrar sobre o assunto para perceber o que é falso ou verdadeiro e também ter em mãos um bom livro de anatomia humana para conhecer o corpo e ser intuído com facilidade nas aplicações.

Deve também ter uma estreita relação com os guardiões de sua crença embora o Reiki não seja uma religião. Já utilizei Reiki com orações católicas e com práticas budistas e tudo funciona do mesmo jeito. Uma iniciação em Reiki pode operar “milagres” em cristãos pertencentes a seguimentos rígidos, tanto católicos como evangélicos, bem como em pessoas céticas e sem fé porque é a mais pura energia Universal. O Reiki alinha e fortalece a fé. Há alguns livros que recomendo: O Espírito do Reiki (The Spirit of Reiki), de Walter Lubeck, Frank Arjava Petter e Willian Lee Rand; Practical Reiki, de Mari Hall (procure em português pela autora); e The Original Reiki Handbook of Dr. Mikao Usui, de Frank Arjava Petter.  Para conhecer um pouco sobre a tradição de transmissão oral das filosofias orientais, eu recomendo: Magia e Mistérios no Tibete (Magic and Mystery in Tibet), de Alexandra David-Neel, a primera Lama ocidental mulher. 

Reiki traz de volta o brilho dos olhos

cacto-roxo.jpg Por José Joacir dos Santos

Todos os dias faço Reiki antes de iniciar o atendimento a meus clientes. Sento-me de frente para a janela, de onde vem mais luz solar, e a visão do outro lado da rua é a de uma linda mangueira carregada de novos frutos. Olho bem para a ela e inicio os exercícios. Aos poucos sinto a energia universal preencher os espaços do meu corpo, fortalecendo meus órgãos, deixando-se leve e relaxado.

Os chácras se movimentam e é um momento especial onde me sinto parte integrante, viva e abundante do universo. Sei que sempre fui como todo mundo é mas essa certeza só vim a ter com a prática diária do Reiki e de outras técnicas holísticas. Ao terminar, abro os olhos e vejo a mangueira do outro lado da rua. A cada dia percebo que a qualidade da visão aumenta, de tal forma que até vejo as abelhas voando em busca daquele precioso líquido.

As vezes vejo a árvore liberar gotas de água e a variação das matrizes de verde é um espetáculo que pintor algum conseguiria botar na tela. Percebi que o Reiki melhora a vista desde o dia em que o pratiquei pela primeira vez. Tive uma história cheia de visitas ao oculista. Aos vinte e poucos anos comecei a usar 3.0. para miopia. Fui um dos primeiros a ser operado em Brasília com a correção da miopia com lazer, na década de 80. Aos poucos fui necessitando de óculos para distância. Quase fiquei cego na China porque usei um colírio estragado. Fui atendido em um hospital militar, o mais moderno, graças a uma rede de amizades. Do contrário teria perdido o olho direito, o mais frágil. Em 2000, fiz nova cirurgia corretiva já com métodos mais modernos e os óculos passaram a ser apenas para leitura.

Para ver imagens do presente, do passado e do futuro eu só preciso fechar os olhos. Será que eu mesmo traço esse limite? Em uma das regressões a que fui submetido, nos anos 80, uma das mais turbulentas vidas passadas que acessei foi aquela em que fui decapitado. Meu espírito ficou anos e anos sem ver, vagando na escuridão. O choque da decapitação fez o espírito ficar preso ao corpo sem sentir a cabeça. Para ele havia sido espiritualmente separada a cabeça do corpo. A sessão durou mais que o normal até convencer aquele espírito que a decapitação atingira em nada a constituição “física” do meu espírito eterno. Graças a essa sessão libertei-me e refiz a ligação entre corpo e espírito, de forma que as dores-de-cabeça e dos olhos desapareceram para sempre. Fazia faculdade na época e o rendimento dos meus estudos foi ao máximo. Mas tive que trabalhar por algum tempo a coordenação entre corpo e cabeça.

Descobri que era preciso desenvolver o terceiro olho (entre as sobrancelhas) para fortalecer a conexão entre o corpo e a cabeça, de forma a compreender que é possível ver sem os olhos, viajar sem o corpo e acima de tudo viver no presente despreocupado com o que fui ou deixei de ser nas inúmeras vidas passadas. Nesse desenrolar, uma nova descoberta: os problemas de visão estavam muito relacionados com o desenvolvimento do espírito e com o meu difícil relacionamento com o mundo de uma forma geral. Era extremamente difícil, até os vinte anos, estabelecer a conexão com a vida presente.

Nunca tive dificuldade de estudar e ser dedicado aos estudos porque compreendia que aquele era o caminho para a minha libertação de algo que não sabia o quê! Lidar com a sexualidade e a masculinidade também não foi nada fácil porque não compreendia que o mundo ao meu redor culpava essas duas manifestações físicas por todos os desequilíbrios humanos. Já que a principal energia do corpo vem do chácra sexual, então a visão curta está também relacionada com o mau uso da energia sexual, ou sua estagnação,  ou simplesmente com o gancho na baixa sintonia com essa faixa de onda energética, desta e de outras vidas, nossa e da genética herdado dos pais.

A gente também carrega memórias tristes dos pais até que seja capaz de identificá-las e libertá-las, dando passagem para a real manifestação de nós mesmos. A vista embaraça nos momentos de angústia e sofrimento. Por que será que os olhos são chamados de janelas da alma? A prática exagerada de sexo provoca o enfraquecimento temporário ou permanente da vista. Quando o espírito está pesado ou dominado por forças externas, o embaraço toma conta dos olhos.Pessoas travadas espiritualmente não tem uma visão ampla sobre a vida, o mundo, nem sobre si mesmas. Não conseguem ver um palmo na frente do nariz. Acham-se incapaz e desmerecedoras de alegria, saúde, amor, prosperidade.

Isso também vale para as pessoas presas a sistemas educacionais rígidos, a religiões castradoras, a pais ignorantes e mal-resolvidos que vêm a vida e o mundo com óculos escuros. A rigidez encurta a visão e o mundo passa a ser mesquinho, pessimista, pobre e infeliz. A rigidez causa muitos outros estragos que aparecerão com a idade e se manifestarão no físico em forma de artrites, artroses, problemas ósseos diversos etc. Nada mais triste do que uma vida inteira na escuridão da noite como conseqüência dos bloqueios da visão.

A vista curta também pode estar relacionada a obsessões e medo. É comum a expressão ”o medo cega”. Assassinos e criminosos patológicos costumam dizer que ficaram “cegos” e cometeram o crime. O ódio cega porque é constituído de energias descontroladas e sem luz. Desta forma é fácil ver que os sentimentos negativos atacam a visão em primeiro lugar. A primeira coisa que um espírito perseguidor e vingativo faz é botar nos olhos da vítima uma placa invisível que bloqueia a visão.

Logo que fiz as cirurgias, a principal recomendação do médico era que não praticasse sexo de forma alguma nem ficasse exposto a raivas e emoções fortes. A explicação veio: a excitação sexual faz o sangue fluir para os vasos oculares e provoca dilatações.

Por que será que quando a paixão bate o coração dispara e os olhos brilham? Quais as ligações entre o sexo e a vista? É muito comum aquele exemplo de um grupo que vai ao cinema ver o mesmo filme. Ao sair da sessão cada um conta uma história diferente. Na vida prática também é assim. A gente não se resolve, põe arestas como cavalos urbanos e vê a vida sob o prisma da angústia, do sofrimento, da tristeza, enquanto que a vida em si é uma maravilhosa viagem de férias.

Nunca vou esquecer o dia, depois da cirurgia nos olhos, em que pude olhar a paisagem da minha quadra sem óculos. Tudo era lindo e colorido, completamente diferente daquela paisagem que estava acostumado a ver sem ou com óculos. A deficiência era minha e não da paisagem. Os óculos limitam o anglo de visão e a gente perde muitos detalhes da beleza do mundo real. Imagine o que pensa do mundo e da vida uma pessoa que nasceu sem a visão! Imagine as tonalidades de azul do céu que jamais vai desfrutar! Imagine o prazer que nunca terá em ver a pupila dilatada da pessoa amada ou do filho querido, feliz, chamando “pai”! Colírios são superficiais! Óculos escuros são necessários apenas nos excessos de luz solar. Aquele vendido pelo camelô pode prejudicar a vista. É preciso limpar a cegueira espiritual e a poeira dos tempos para que a gente sinta a beleza de estar vivo, registrando todas as manifestações de vida, cor e luz. É preciso checar sempre se o caminho que a gente está indo é o da realização, do prazer e da alegria.

O grande colírio pode ser a vontade de desatar todos os nós do pacote eterno e jogar na lixeira mais próxima tudo aquilo que a gente jamais deveria ter deixado fazer parte da nossa história. Cada um tem seu processo, mas todos nós somos capacitados a limpar a casa. Imagine o que está perdendo aquelas populações que compram pacotes turísticos para os hospitais enquanto o Sol despeja na Terra as matizes indescritíveis e diárias do amor divino! Imagine o que você deixou de fazer hoje por você mesmo e olhe o relógio no seu pulso.

Lembre-se que existe um relógio invisível em algum lugar apontando para cada um de nós! É preciso exercitar a compaixão com a gente mesmo e libertar as travas da vista. Estou convencido de que Reiki é um caminho para a clareza da vista física e espiritual.

Vi o rosto de Buda na Lua Cheia africana

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Tailândia, começo dos anos 90… Minha primeira iniciação budista.

No dia 22 de setembro de 2002, às 18:00 horas, havia chegado do trabalho, em Nairóbi, Quênia, África Oriental, e estava esperando a lua surgir no horizonte para começar a rezar as orações habituais e a praticar Reiki. Já sabia que o Reiki, comigo, fica intenso na lua cheia. O apartamento era de um quarto e dava para fazer várias coisas ao mesmo tempo enquanto chegava a hora da lua surgir no horizonte. Liguei a televisão para assistir ao noticiário da noite, preparei a janta e o almoço do dia seguinte para levar para o trabalho.

Quando chegava em casa, a cada dia, fazia uma espécie de ritual da renovação para que tivesse forças para o próximo dia, o qual eu nunca saberia se iria ser pior ou muito mais pior do que o anterior naquele ambiente insalubre e negativo onde trabalhava. Voltar para casa era voltar para um santuário, onde reinava a paz física, mental e espiritual, apesar de assistir pelas janelas a comédia humana da pobreza extrema daquela população africana.

Quando saía do trabalho, todos os dias, fazia o ritual de deixar a terra dos sapatos no lado de fora do prédio para não levar nada para casa nem para a minha vida. Para dar uma idéia, o prédio do meu trabalho ficava entre a maior favela da África e um hospital psiquiátrico abandonado.

Quando a gente fala em favela na África significa pobreza absoluta. No Brasil, as favelas têm escolas, postos de saúde, ajuda comunitária, antenas de tv e fuscas na porta. Na África, elas são aquilo que a gente não imagina que pode existir. Comecei a jantar, e exatamente às 20:00 horas locais a lua surgiu maravilhosamente dourada.

A princípio pensei que estava com algum problema na vista porque via na lua o rosto de Buda, aquele da prosperidade, sorridente, e ocupava todo o espaço da lua. Esfreguei os olhos e olhei novamente e lá estava o rosto na lua dourada. Pensei estar “vendo coisas” e estava! Fui ao banheiro, lavei o rosto e voltei para a sala e lá estava o rosto sorridente na lua dourada. Então, parei de resisti, de questionar, e assumi que aquilo estava ocorrendo comigo em estado de plena lucidez — a televisão ligada, o barulho dos transeuntes na rua, a voz da vendedora de frutas do outro lado da rua. As luzes estavam acesas. Juntei as fotografias de pessoas queridas e comecei a rezar e a mandar Reiki à distância para elas e para quem mais vinha à minha mente. Foi uma hora de extrema conexão, de insights que jamais imaginei ter, de compreensão do presente, do passado e do futuro e ali tomei decisões que mudariam o rumo da minha vida nesta encarnação. Era a minha primeira lua cheia na África, nesta vida. Exatamente às 21:00 horas o rosto sumiu e a lua tomou, na minha visão, sua forma natural.

Nos dias anteriores havia me conectado bastante, constantemente, com a energia do Buda da Medicina e para ele enviei muitas preces e recitei todos os dias as 108 vezes do seu mantra. Durante oito meses pratiquei esses rituais pela manhã, sem falhar um dia, e isso recarregou minhas forças para suportar todas as diversidades daquela minha missão na África. Antes de ir sabia que enfrentaria pessoas problemáticas brasileiras e problemas locais, especialmente ligados à pobreza e à miséria, mas não pensava que seriam tantos.

Na manhã seguinte àquela visão contei os minutos para chegar ao trabalho e enviar e-mails sobre a experiência. Ao abrir a caixa de mensagens havia uma da minha mestra em Magnified Healing dizendo para me preparar para ver sinais na lua cheia. Fiquei todo arrepiado ao ler a mensagem porque o que ela falava já havia acontecido e porque eu estava horas na frente dela pelo fuso-horário entre África e Estados Unidos.

Ela havia recebido a mensagem de um monge budista e a orientação para repassar para algumas pessoas e nisso eu fui incluído. Confesso que foi um momento de gratidão e reflexão, onde os meus medos deram lugar à certeza e à vontade de fazer desta encarnação o melhor que puder.

Houve um tempo na minha vida onde encarava com desconfianças e sem muita fé aparições, visões, contatos e insights. Preocupava-me o que os outros iriam pensar se lhes contasse. Muitas vezes contei e fui desacreditado por falta de provas. Na infância, a minha mãe ameaçava “se você repetir isso vou lhe bater”.

As pessoas da infância, da adolescência e até adultos zombavam e achavam que tudo não passava de carência ou de “encosto”. Hoje sei que todos somos imagem e semelhança de Deus e por isso as conexões com a divindade são parte integrante da nossa vida ao longo dos séculos, das encarnações, e que acontecem.

Não há nada a temer nem a ignorar nem muito menos a perder tempo preocupado com o que os incrédulos pensem a esse respeito. Para quem desejar ver, a Bíblia é o melhor exemplo de tudo isso. Basta ler sem fanatismo e estudar o dia-a-dia das pessoas nela mencionadas. Reencarnação, aparições, visões, espíritos, está tudo lá, claramente.Por que conosco seria diferente se somos nós os passageiros da hora e filhos de Deus?

Reiki está Além dos tapetes vermelhos

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Tudo começa, no meu caso, com uma forte vontade de dormir sem ser a hora habitual. Às vezes tento resistir, mas o meu corpo começa a fraquejar. Não adianta resistir muito porque é chegada a hora de mais uma viagem astral de trabalho, sempre sem aviso prévio e nem descrição de onde, como, quando e por quê. Há uma confiança muito e para chegar a este estágio tive que me trabalhar bastante, ler muito, aprender com a experiência dos outros e principalmente ouvir aos meus guias. Fui submetido a mais de 300 horas de terapia antes de trabalhar com terapias.

Muita gente teme, erradamente, aos próprios guias e nisso abre espaço para outras entidades que aproveitam da insegurança, da desconfiança e, na maioria dos casos, da ignorância a respeito deste assunto. É preciso ter muito cuidado com espíritos que se apresentam como crianças, por exemplo, imitando voz de criança, pedindo coisas de crianças, sem a coragem e a capacidade de se apresentar como realmente é. Muitas dessas “crianças” são o próprio mental do médium despreparado para o serviço. Guias espirituais sérios não precisam de fantasias terrenas.

No próprio Oriente há muita gente que se engana e me mete em rituais de troca com espíritos enganadores. Os rituais orientais de oferta de alimentos, por exemplo, não têm a conotação de troca, de promessa paga ou coisa indefinida. A intenção é de celebração da vida. Ao se oferecer um incenso a intenção de amorosa, de agradecimento, não de troca. Via um jornal televisivo quando sentia o chamado. Fui para a cama de deitei porque perco totalmente o controle físico. Em segundos estava diante de um grande portão que dava entrada para algo como uma fortaleza de pedra.

Tudo era muito escuro, de forma que sabia que estava em um plano espiritual muito denso e próximo da terra, talvez dentro da própria terra, nos chamado umbral. Ao tomar conhecimento do local, ouvi uma voz, atrás de mim, dizer: emita Reiki e pense no vermelho (a cor vermelha).

Das minhas mãos saiu a luz que iluminou o local e o vermelho predominava. Jogue no portão. Joguei e ele se abriu. Dentro havia um salão com outro portão. Jogue o amarelo. Joguei e a mesma coisa aconteceu. Assim sucessivamente abrimos sete portões, cada um dava para um salão escuro. No último a coisa pegou. Quando joguei a luz uma imagem de homem muito alto, forte, de pele escura, saiu das sombras e veio na minha direção. Senti medo e a voz disse: dê um passo para trás e crie o círculo de fogo. Havia aprendido a formar o círculo de fogo com meu mestre de xamanismo.

Como? Use o que você sabe! Joguei Reiki e o ciclo se fez. Neste momento vi que estava acompanhado de outras pessoas. Juntos fazíamos o ciclo de fogo. A entidade parou. Avance o ciclo de fogo na direção da entidade! Avançamos, mentalmente, como se faz para projetar os símbolos de Reiki em tamanhos maiores.

Cheio de raiva, fumegando, a entidade avançou para me destruir, ignorando o ciclo de fogo. Temi de medo. Firme!, a voz gritou comigo. Seguramos o ciclo de fogo e ela adentrou. Neste momento toda a sua energia se desfragmentou. Fui jogado de volta ao meu corpo.

Tive que sentar na cama e rezar para me recompor – o Emergencial do Floral de Saint Germain ajuda muito nessa hora e deve-se tê-lo sempre na cabeceira da cama. Tudo foi muito rápido e muito forte. É tudo mental e muito veloz. Não preciso saber quem e o por quê. Sei que o trabalho foi igual a um cliente que chega no meu consultório. Nesses momentos sou apenas um trabalhador universal a serviço da Grande Fraternidade Branca Universal e o faço com muita alegria, amizade e gratidão. Jamais pensei que pudesse utilizar Reiki para essas situações, mas já sabia que Reiki não foi criado só para a dimensão terrestre. No mundo espiritual, Reiki funciona com mais perfeição ainda. Da  da forma que o conhecemos é apenas uma adaptação projetada do que pode ser do lado de lá. Muita gente boa trabalha com Reiki, mas não sabe disso e limita esse conhecimento ou simplesmente não sabe o que está fazendo com a energia universal, há anos. A coisa é muito mais além e mais profunda.

Você pode ter diplomas e não vivenciá-los como eu mesmo fiz durante anos. Aos poucos vou juntando todas as cartas do imenso baralho e remeto esse entendimento aos seres espirituais das Plêiades, um conjunto de “estrelas” que a Nasa fotografa e não sabe como decifrar. É de lá que vem grande parte das informações sobre a engenharia genética da galáxia e toda a tecnologia de alteração do DNA sutil.

Antes de ser iniciado, nesta vida, em Reiki, Magnified Healing, Taoísmo, Budismo e de ter passado pelo aprendizado Kardecista, já fazia trabalhos semelhantes e voltava para o meu corpo muito cansado, com dores, porque era usada usava a minha energia vital, física – como muitas vezes acontece com o passista. Não sabia utilizar o poder da minha mente nem tinha a ferramenta certa para usá-la. E, como já disse em outro texto sobre outro assunto, tudo é divino, tudo é sagrado, tudo é vibracional sem necessariamente ser religioso, mesmo lidar com as forças dos umbrais. Para isso precisamos estar preparados, treinados, na centelha do aprendizado infinito, ilimitado, cientes de que recomeçamos do zero a cada novo degrau que alcançamos.

Os diplomas e os certificados não sobem degraus. É o  suor mesmo! Não há tapetes vermelhos nem recompensas no céu imaginário. Essas duas coisas são materiais, ilusórias e às vezes só isso. Necessitamos da matéria e da ilusão quando inseridos em um contexto, da mesma forma que os demônios um dia serão anjos da luz se ousarem utilizar o livre- arbítrio para mudar de padrão energético.

É preciso trabalhar bastante o ego e as inseguranças porque Reiki está além dos tapetes vermelhos que alguns mestres desejam que sejam estentidos na passarela.

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