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Erva Baleeira e as dores musculares

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Erva baleeira, salicina, maria milagrosa, catinga preta, baleeira-cambará, camaradinha, caraminha, caramoneira do brejo ou, em inglês, black sage.

Como saber o porquê desses nomes ou quem primeiro teve a idéia de colocar esta erva numa garrafa com medidas iguais de água e álcool, deixar descansar por sete dias e depois esfregar a infusão em partes doloridas do corpo? “Ainda há muita sabedoria popular mascarada. Talvez os povos antigos tivessem um sentido mais apurado para as plantas aromáticas”, especulava o pesquisador Pedro Melillo de Magalhães, enquanto uma colheitadeira cortava os ramos de Cordia verbenaceae em parte dos 12 hectares cultivados no Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA) da Unicamp, próximo a Paulínia.

A erva baleeira colhida no CPQBA é matéria-prima para o primeiro antiinflamatório feito a partir do extrato de uma planta nativa brasileira, em forma de creme. Quis o destino que o diretor-presidente de um grande laboratório, vitimado por dores musculares em partidas de futebol na praia, sentisse na pele o alívio imediato proporcionado pela infusão caseira oferecida pelos caiçaras.

“Um dos fundadores do Aché, ele [Victor Siaulys] insistiu em produzir um medicamento a partir da erva baleeira, contratando para isso vários grupos de pesquisa. A Unicamp foi envolvida porque nós já vínhamos estudando a planta pelo aspecto agronômico e era preciso garantir o cultivo da matéria-prima em escala e padrão necessários para atender à demanda de produção”, explica Pedro Magalhães, que coordena a Divisão de Agrotecnologia do CPQBA. Em 2001, pesquisadores descobriram que um dos princípios ativos da erva baleeira responsável pela ação antiinflamatória não era a artemetina, como descrevia a literatura, mas um componente do óleo essencial, o alfa-humuleno.

Testes clínicos junto a centenas de pacientes mostraram que o creme (de nome comercial Acheflan) é tão eficaz para casos de dores musculares quanto o principal antiinflamatório do mercado. Estudos comparativos demonstraram, ainda, que o creme de erva baleeira apresenta menos efeitos colaterais, como vermelhidão na pele. O laboratório já estuda com boas perspectivas o uso do óleo essencial também em forma de comprimido.

PLANTIO

No CPQBA, o chamado processo de “domesticação” da planta selvagem a novas condições de plantio já dura oito anos. “A erva baleeira é natural da Mata Atlântica e mais freqüente no litoral que vai de São Paulo a Santa Catarina. Como há uma variação muito grande mesmo entre as plantas nativas, avaliamos a melhor não apenas por seu aspecto externo, mas principalmente por sua composição, escolhendo as mais ricas no princípio ativo”, explica Magalhães.

São necessários 800 quilos da erva para se obter um litro de óleo essencial. Os 12 hectares plantados em Paulínia, onde as colheitas ocorrem a cada quatro meses, garantem a extração de 120 litros anuais de óleo, suficientes para atender à produção durante esta fase de lançamento do produto.

O processamento das folhas frescas para extração do óleo é realizado pelo próprio CPQBA, onde está instalada uma planta industrial composta basicamente por duas dornas de destilação (de 1.500 litros cada), um condensador e um vaso separador.

O equipamento custou R$ 240 mil, partilhados igualmente pela Unicamp e o Laboratório Aché, e será incorporado ao patrimônio da Universidade ao final do convênio assinado por cinco anos. “Como as pesquisas farmacológicas prosseguem e indicam, por exemplo, o uso do medicamento também por via oral, a área de cultivo e a planta industrial deverão ser redimensionadas”, observa Pedro Magalhães.

CONTROLE

O CPQBA responde também pelo controle de qualidade do óleo essencial. Para conseguir a patente, o creme antiinflamatório precisou do aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que classificou o produto na classe dos fitomedicamentos - fármacos que têm em sua composição apenas substâncias ativas extraídas de plantas, sem a mistura de princípios ativos sintéticos, vitaminas ou minerais.

A regulamentação da Anvisa determina ainda a padronização da matéria-prima, sem variações de teor do princípio ativo. Vera Lúcia Garcia Rehder, pesquisadora da Divisão de Química Orgânica e Farmacêutica, é quem recorda o início do trabalho há três anos. “O óleo essencial da erva baleeira contém mais de 40 substâncias e era preciso identificar onde se encontrava o princípio ativo. Fracionamos o óleo por métodos químicos e enviamos essas frações para ensaios de atividade farmacológica, verificando qual era a mais ativa.

Chegamos a uma fração com cinco substâncias, identificando a presença do alfa-humuleno, composto ativo escolhido como marcador químico do óleo”, explica a pesquisadora. A avaliação do teor deste composto foi feita mês a mês, durante um ano, pois uma variação grande na concentração implicaria em problemas relacionados com a época de colheita e a atividade do óleo. “Criamos um protocolo para controlar a qualidade não só da matéria-prima enviada ao laboratório, mas também do produto final, já que todo lote de medicamentos precisa de nossa aprovação”, acrescenta Vera Rehder.

TRANSFERÊNCIA

Embora nativa de regiões litorâneas, a erva baleeira vem sendo introduzida sem problemas em locais de maior altitude, com climas mais amenos e secos. O CPQBA já começou a transferir para os agricultores a agrotecnologia de cultivo e os materiais selecionados no programa de melhoramento da espécie, por meio de plantações experimentais em quatro regiões do Estado de São Paulo, com apoio da Embrapa-Transferência de Tecnologia. Ainda faltam parâmetros para definir melhor o custo de produção da droga vegetal (folhas secas) ou mesmo do óleo essencial da erva baleeira.

No mercado internacional, encontra-se a referência de US$ 20 por 100 sementes. Cálculos do próprio CPQBA indicam valores de US$ 1 por quilo de biomassa fresca (folhas e ramos finos) e de US$ 1.500 por quilo do óleo essencial.

Fonte: Jornal da Unicamp Online – Acesso em: 29/05/2005

Nota do editor: todas essas dificuldades na produção e utilização das ervas medicinais no Brasil tem uma origem simples: política. Não se sabe o que está por tras nem o motivo exato pelo qual alguns senadores e deputados votam contram ou desencorajam projetos que envolvam a liberação das ervas medicinais brasileiras para os brasileiros, aproveitando a imensa biodiversidade que o país possui. Há dificuldade de toda espécie: um ministério empurra o assunto para a Anvisa, a Anvisa empurra para outro setor do governo que nada faz e nesse empurra-empurra a saúde pública é prejudicada. Até quando? Até quando importaremos matéria-prima das nossas próprias ervas?

A Fitoterapia é Livre nos Estados Unidos

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As escolas técnicas de fitoterapia, aqui chamada de herbologia, estão espalhadas por todos os estados da federação que formam os Estados Unidos da América e podem funcionar no sistema de educação à distância (pela internete e correios), como psicologia e outras especialidades. Não existem profissões passíveis de regulamentação como no Brasil porque, pelo entendimento norte-americano, a profissão é gerada na sociedade civil, livre e democrática, apesar da enorme pressão exercida pela milionária indústria farmaceutica.

No Brasil, essa história de profissão não-regulamentada parece com aquela outra história, muito comum no Nordeste, onde as terras pertencem à Igreja Católica, como na época da colonização. A colonização e seus sistemas ainda não bastante visíveis na sociedade brasileira nos dias de hoje, infelizmente, e esse círculo visioso é alimentado pela elite política. A percentagem de médicos deputados e senadores é enorme e isso é o que conta.

Quem será o responsável pelo atraso desse trem? Ligue agora para o “conselho” da sua profissão para ver o que acontece. Eles atendem sua ligação como se você fosse suspeito até provar o contrário.

Outra ligação interessante seria para o Ministério do Trabalho, que é lento e quase parando neste assunto. Eles ficam esperando que o Congresso Nacional, ocupado com seus salários, criem novas profissões. A lista do CBO, do Ministério do Trabalho e Emprego, sobre do atraso do tempo, isto é, não acompanha a velocidade da sociedade brasileira. A última atualização publicada no site oficial daquele ministério data de 2002.

Alguém acha que algum legislador brasileiro se preocupa com isso? Sapateiro é no Brasil uma profissão chamada “regulamentada”, enquanto que homeopata, que existe há mais de um século, foi a maior briga jurídica para ser aceita porque alguns médicos no Brasil se acham autoridade para tudo, inclusive sobre outras profissões… O perigo da homeopatia, assim como todas as demais formas naturais de cuidar da saúde, é porque é barato, não enriquece os laboratórios… 

Existe uma fila imensa de sindicatos esperando um registro e que, misteriosamente, o Ministério do Trabalho não resolve o assunto. Por exemplo, no caso da Terapia Floral, que eu tive o privilégio de encaminhar, protocolar e … nada! Nos EUA, o Congresso trabalha diariamente buscando novas leis e regras para aperfeiçoar a educação no país e o único pré-requisito para o aluno ser aceito nas escolas técnicas pós-secundárias é o segundo grau completo (aqui você pode concluir o segundo grau sem ter estudado, por exemplo, química e fisica, matérias exigidas como pré-requisito nas escolas técnicas).

Os únicos cursos de fitoterapia ligados a faculdades são os de fitoterapia chinesa, que aqui não se chama de oriental, que são matérias incluídas no mestrado de Medicina Oriental. Mesmo assim, as escolas de Medicina Oriental oferecem o curso de fitoterapia chinesa a curto prazo para que os alunos do mestrado possam ter uma fonte de renda durante o mestrado, trabalhando já como fitoterapeuta. As próprias escolas têm suas clínicas e vendem ervas à comunidade.

Tudo o que as escolas precisam para funcionar é a aprovação de um órgão fiscalizado pelo Ministério da Educação chamado Bureau for Private Postsecondary and Vocational Education (Secretaria para Educação Pós- Segundo Grau e Profissionalizante Particular) — Education Code section 94915(b). A tradução fica complicada para a nossa língua mas é importante saber que as escolas técnicas são particulares, fiscalizadas pelo governo, e o aluno sai delas com a certificação profissional para abrir seu consultório. Não há uma fiscalização em cima dos profissionais de saúde como foi implatada pelos chamados “Conselhos” no Brasil.  Quem fiscaliza o profissional é a população. Havendo reclamação sobre a conduta do profissional então há os diversos foruns de proteção do consumidor no formato do Procon do Brasil.

A chave da fiscalização fica por conta da autorização de abertura do consultório, fornecida por um órgão estadual mais ou menos parecido com a Secretaria da Fazenda existente nos estados brasileiros que fornece o Alvará de Licença e Funcionamento dos estabelecimentos, inclusive consultórios.

O essencial dessa história toda é que a democracia nos Estados Unidos é praticada e quando isso não ocorre os prejudicados entram na justiça e têm todo o apoio, inclusive de advogados pagos pelo governo – para trabalhar pelos interesses dos cidadãos.

O curriculo escolar dos cursos de fitoterapia é bastante avantajado e todos incluem estágio, que o aluno pode fazer em sua comunidade ou já na prática de seu consultório. No final dos estudos, o aluno faz uma prova. Sendo aprovado recebe a chamada “certificação” e está apto a trabalhar. As escolas recomendam que o aluno façam um seguro profissional, iguais aos outros securos, como por exemplo seguro de carro, para eventuais problemas durante o exercício da profissão.

Aqui nos Estados Unidos, qualquer cidadão pode entrar na justiça comum se se sentir lesado em qualquer serviço e fitoterapia aqui é apenas um serviço como é acupuntura, odontologia, veterinária.

As chamadas Sociedades de classe, como a Sociedade Norte-Americana de Medicina Psicossomática (sou membro no Brasil), trabalham em função do progresso da ciência, na publicação de teses, estudos, pesquisas e não como as do Brasil que se preocupam em “fiscalizar” os profissionais como o Conselho de Psicologia no Brasil, por exemplo.

Para tornar-se membro, elas exigem apenas o seu currículo. Dependendo do seu currículo você é ou não enquandrado em um dos setores ou departamentos. Se você é qualificado profissionalmente porque tem um diploma no assunto, certamente você será posicionado na sociedade conforme suas qualificações.

Você como cidadão escreve e a sua palavra tem validade. Elas são sociedades sem fins lucrativos, embora cobrem anuidades para a própria manutenção, aceitam doações e são formadas pelos próprios profissionais. No Brasil, tanto os sindicatos quanto sociedades se acham no direito de julgar outros profissionais como se eles fossem os únicos competentes e bons. Ignoram a própia constituição, parágrafo quinto.

Alguns sindicatos nem há eleições para a mudança da diretoria e ninguém sabe como eles foram registrados no Ministério do Trabalho… Sabe-se que alguns conselhos são formatados nos mesmos moldes da Academia Brasileira de Letras… Ao contrário do Brasil onde existem universidades federais, estaduais e até municipais gratuitas, a educação universitária nos EUA é paga, cara, seletiva. O aluno pode recorrer ao “crédito educativo” mas passa anos pagando de volta e a lei é rigorisa com quem não paga. O desconto fico pela liberdade em que os profissionais holísticos podem trabalhar em seus consultórios, graças às inúmeras escolas de ensino holístico espalhadas pelo país, até a nível de pós-graduação, cujos diplomas têm validade assegurada. 

O Congresso Norte-Americano tem criado condições para a ampliação das escolas de ensino à distância das novas profissões, inclusive aquelas com visão holística da saúde.

As faculdades de Medicina Oriental e a Acupuntura (que aqui se chama colégio-college), consideradas líderes na medicina holística, exigem a presença no aluno em classe, mesmo que seja somente em finais-de-semana ou turno noturno, e estão listadas entre as faculdades da área de saúde mais bem preparadas, modernas e equipadas com novas tecnologias.

O American College of Traditional Chinese Medicine da cidade de San Francisco, estado da Califórnia, um dos mais antigos e respeitados nessa área nos EUA, tem uma das mais modernas e bem equipadas bibliotecas do país, com vasta gama de livros editados nos idiomas inglês e chinês, aberta ao público. Nessa faculdade, a seriedade da fitoterapia começa nos jardins, onde todas as plantas são medicinais, muitas delas importadas no Oriente e onde os alunos podem ter contato imediato com elas durante seus estudos e pesquisas. É de lá que sai o chá servido ao público e os ingredientes para as saladas dos alunos. Além disso, a escola incentiva o cultivo das plantas medicinais chinesas para evitar a importação deles já que a China é hoje um dos lugares mais poluídos do Planeta.

Já imaginou as faculdades gratuitas do Brasil abrindo suas portas para as novas profissiões, inclusive as holísticas? Quantas universidades brasileiras tem suas suas de aula fechadas no turno noturno? Por que o mundo acadêmico brasileiro é tão fechado, autoritário e sem iniciativas? Por que a sociedade brasileira não cobra dos seus deputados e senadores aquilo que todos temos direito pela constituição, de acordo com o parágrafo quito (direito de exercer qualquer profissão)? Já pensou a quantidade de ervas que o Brasil produz e é ignorada, contrabandeada ou queimada simplesmente todos os anos? Quanto empregos poderiam surgir nesse setor se as amarras coloniais acima referidas fossem libertadas? José Joacir dos Santos é pós-graduado em Fitoterapia e sua monografia está publicada em vários sites dentro e fora do Brasil.

As Ervas Medicinais Emitem Luz

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Há algum tempo os laboratórios farmarcêuticos norte-americanos conseguiram fazer um tremento lobby no país contra uma simples fitoterápico fabricado no Tibete há séculos.

Não demorou muito e o Food and Drug Administration (FDA), a Anvisa daqui, proibiu a importação dele, apesar da fitoterapia ser livre nos EUA.

No Oriente, os livros tibetanos que não foram queimados pelo sistema comunista chinês, registram o uso das ervas em tempos que remotam eras antes do nascimento de Jesus.

Recentes pesquisas também demonstram que os tibetanos possuem verdadeiros tratados de fitoterapia e medicina, não necessariamente com esse nome, assim como outras civilizações antigas como os egípcios.

A pílula em questão é Padma 28, constituída de 28 ervas cultivadas nas montanhas do Himalaia e fabricada na Suíça por monges tibetanos. A Europa não seguiu o mesmo caminho dos norte-americanos e a pílula é vendida livremente por lá.

A Alemanha abriu esse caminho e hoje é líder mundial nas pesquisas. Os norte-americanos inventaram a desculpa de que a pílula não era testada “cientificamente” (na visão do que é científico do lado de cá do mundo ocidental) e por outro lado havia a suspeita de que chineses teriam falsificado a pílula e vendido a falsificação para os EUA. Há produtos tibetanos falsificados pelos chineses. Aqui, as medidas preventivas são sempre muito drásticas… Os médicos tibetanos exilados na Europa, especialmente os que vivem na Suíça, na humildade que lhes é peculiar, submeteram a pílula a teste nos mais modernos laboratórios ocidentais de Israel, Suíça, Alemanha e Inglaterra, nos quais são utilizados os métodos “científicos” da Medicina Ocidental.

Simultaneamente, os laboratórios emitiram o resultado das investigações e foi constatado que a pílula é eficiente inclusive para a diminuição e aniquilamento de tumores. Esses experimentos foram registrados no video “The Knowledge of Healing”, disponível na Amacom.com. Em um dos depoimentos, um cientista afirma que a combinação das ervas emite luz. “Vi duas ondas de luz”, afirma o cientista quando ele discreve a ocorrência dessas emissões durante os testes.

Acredito que os cientistas ocidentais já sabem que os fitoterápicos são eficientes, mas por uma questão de cooperativismo assim não declaram. A Anvisa brasileira continua a limitar o número de ervas brasileiras autorizadas para o uso, embora a população faça uso de ervas em todas as regiões do país desde quando os portugueses chegaram aqui.

O que será que a Anvisa precisa para ver isso? Esses testes com as ervas tibetanas só vem comprovar, cada fez mais, que a cura está relacionada com a luz e as ervas medicinais são um caminho fácil, barato e seguro.

Se a doença é a falta de luz, a libertação dela se dá com a assimalação da luz. Por que será que as terapias energéticas funcionam? Por que será que os povos mais antigos da América Latina, os incas e maias, edificavam templos ao Deus Sol? Por que será que semelhante situação se dava com outros povos evoluídos como os egípcios antigos? A oftalmologia já descobriu o uso da luz. A luz solar é a grande fonte de vida.

Tudo pararia ou morreria na Terra se o Sol dela se afastasse. Por que será que as plantas, comprovadamente, se alimentam e fazem a troca de suas substâncias líquidas (princípios ativos) depois das quatro da tarde e esse processo vai até antes do Sol nascer? Será que isso também não é para que a planta se realimente de luz enquanto há a ausência da luz solar? Qual o agricultor ou produtor de plantas medicinais que não sabe que tem que colher as ervas entre as quatro da tarde e a quatro da manhã? Sim, tudo gira em torno da luz, que venha diretamente do Sol ou indiretamente através da Lua.

Cada célula do nosso sistema físico é constituída, também, por luz, som, cor e banco de dados, que utiliza a luz ou a ausência dela como combustível. A luz abre e a escuridão fecha. Não há um ditado popular para se referir a pessoa que caiu em desgraça, assim: “fulano de tal está reduzido a sombras”.

É, na vida real muita gente escolhe o lado da falta de luz e nós mesmos temos que vigiar para não cair na sedução da sombra da noite. Não sou cientista e por isso posso vislumbrar que os medicamentos artificiais, químicos, feitos em laboratórios, sempre estão carregados de efeitos colaterais porque há a falta de luz.

Embora a ciência ocidental já tenha fabricado equipamentos hospitalares para o emprego da luz como terapia (por exemplo, equipamentos de raios-x, equipamentos para tratamento de câncer), tem dificuldade de juntar todos os lados da utilização da luz, de compreender que somos seres movidos a luz, e de criar nos remédios a luz que vem de uma força maior, quase inexplicável.

Todos os nossos sistemas, visíveis e invisíveis (meridianos), são constituídos de som, luz e cor. Cada célula armazena o filme inteiro de cada momento nosso com ou sem a presença da luz. O que move na terra sem energia e sem luz? O que move os carros não é o combustível mas a explosão dele que resulta em energia e luz.

O segredo das essências florais reside só e unicamente na luz que reproduzem das flores. E uma gota de água exibida contra a luz? Na minha história como terapeuta, tenho visto casos e mais casos que se desenvolvem ou se fecharam no tempo, dependendo, só e unicamente, caminho que o cliente quis tomar.

Todos aqueles que optaram pela psicoterapia acompanhada de uma terapia energética como Reiki e Magnified Healing mudaram drasticamente a história de suas vidas, embora muitos não tenham admitido ou sequer tomaram consciência disso. Passos adiante deram aqueles que também adicionaram florais, ervas e mudança de hábitos alimentares – consumindo mais verduras e frutas. Fica nítida a diferença de quem quer trabalhar em si mesmo o equilíbrio mental, físico, emocional e espiritual tendo como base o caminho da luz.

Quem não sabe ainda que as glândulas localizadas na nuca precisam de luz para desenvolver a saúde? Quem não sabe que essa região é a preferida pelos trabalhadores do outro lado da luz para cometer ataques mentais? Os velhos monges tiberamos conhecem essa história toda como a palma da mão. E os nossos índios também dormem com um fogueira perto da rede, para aquecer e, quem sabe, para não se ausentar do calor da luz. Por que será, então, que as ervas ainda não estão, gratuitamente, em todos os postos de sáude no país inteiro? Quem será que bloqueia esse conhecimento que a civilização tupiniquim também tem? Quem será que levará para outras vidas, infinitamente, a culpa de ter atrasado a saúde de gerações inteiras por causa de um simples jesto político?

Quem não trabalha pela luz só resta o caminho da ausência de luz e isso é uma opção pessoal. Tenho trabalhado muito o meu ser para me livrar das impurezas mentais como a inveja, mas não resisto em senti-la quando ando pelas ruas centrais da cidade de San Francisco, EUA, e vejo uma farmácia chinesa, só de ervas, ao lado de outra, e assim sucessivamente com os consultórios de fitoterapeutas – livres.

——————– Observação: eu não vendo ervas. Padma só é encontrado nas farmácias da Europa. I do not sell herbs. You will find Padna in Europe.

O segredo da iniciação está na qualidade do perfume

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Hebreus, 6:2: “E da doutrina dos batismos, e da imposição das mãos, e da ressurreição dos mortos, e do juízo eterno”.

Um louco falador colocava-se à disposição de quem desejasse, no meio de um riacho, e sobre suas cabeças colocava suas mãos e abençoava. Elas saíram dali molhados e sentindo-se diferentes. Em certo momento, o seu DNA foi ativado como um relâmpago. O mundo passou a girar em câmara lenta, silencioso, e ele não conseguia tirar os olhos daquele homem que se aproximava anonimamente, em silêncio, para receber a sua bênção. Na cabeça do louco as imagens se processavam a uma velocidade incontrolável, com mensagens e códigos de um mundo distante e até incompreensível. Enfim o desconhecido levanta os olhos e acontece entre ambos uma leitura rápida, de imagens conhecidas, que se juntam para cumprir um código. A profecia se consumou: João Batista inicia Jesus.

No momento da iniciação, de qualquer tipo, o iniciante conecta o iniciado com a linhagem espiritual a que pertence e neste exercício são confirmados os padrões mentais de todo o grupo. Pouco tempo depois de iniciar Jesus, o louco João Batista foi preso e da cadeia saiu em pedaços para o túmulo. Sua cabeça foi oferecida em bandeja de prata para cumprir o desejo do espírito da escuridão das noites. No momento em que cruzou os olhos com Jesus ele foi informado de que a sua inglória missão havia chegado ao fim e que daquele instante em diante o seu relógio vital estaria em contagem regressiva.

Nada a se preocupar, o Louco de Deus aceitou e fechou o selo. Daquele momento em diante a linhagem continuada por Jesus teria filas quilométricas através dos séculos e o padrão vibratório seria alterado de acordo com a instabilidade do coração dos homens. Ao lançar hoje um olhar sobre as diferentes manifestações da cristandade a sensação é a de que pouco restou do perfume original na linhagem das responsáveis pelas religiões.

De inquisições, fogueiras, condenações, degredo além mar e estádios cheios de coletores de dinheiro o inferno se fortaleceu e o céu ficou cada vez mais parecido com a travessia de um camelo por um buraco de agulha e o incentivo à fé escorrega entre os dedos de poucos fiéis seguidores da luz. Onde tudo deu errado? Nas iniciações! Em algum momento o iniciado deixou que a avareza, o ódio, a política, o negócio, a covardia e muitos outros padrões e interesses humanos tomassem o lugar do perfume original e dessa essência vieram falsificações, imitações, franquias, ideologias, teologias, direitos autorais e as famosas patentes da coisa sagrada.

Por que será que as igrejas andam varias? Por que será que as pessoas procuram de todas as formas reaver a conexão com o divino? Nada disso está fora do previsto. A era de Aquários é a era da limpeza e nada mais fácil de ser efetuada uma boa limpeza quando a sujeira está bem exposta. No Oriente as iniciações também morreram em praias muitas vezes. Assim como no Brasil os padres católicos saíram das igrejas para pregar a Teoria da Libertação e misturar rosários com guerrilha e fuzis. Na China, por exemplo, o despreparo de iniciados levou à mistura do Budismo com inúmeras outras interpretações até chegar no Confucionismo.

Dessa fragilidade cheia de invenções criou-se o distanciamento do povo e abriu-se as portas para o marxismo russo. Aliás, na Rússia a história não foi diferente: padres ortodoxos despreparados espiritualmente teceram interpretações rasteiras, mesclaram o perfume original e depois tiveram que pagar com a vida nos campos de concentração de Stalin na Sibéria. Ao povo restou o banimento das religiões. Com a aproximação da Era de Aquários os ventos começaram a soprar as cinzas e muitos conhecimentos antigos vieram à superfície e a cruzar oceanos e continentes. Chegaram ao Ocidente antigas práticas orientais executadas pelo processo de iniciação.

Como não poderia deixar de ocorrer, o esoterismo explodiu e com ele muitas formas anárquicas de comportamento e confusão. A Índia passou a exportar gurus que exigiam que seus iniciados ou seguidores se vestissem com determinadas cores para marcar presença como fãs de times de futebol. O Japão mandou seitas coletoras de moedas. Havia nos bares de Brasília na década de oitenta uma mistura de grito pela democracia e vestes vermelhas das seitas e seus gurus. Em meio a uma discussão e outra quem não fumava maconha era visto como se faltasse um braço ou massa cinzenta no cérebro.

As patrulhas ideológicas e “espirituais” ficaram famosas, todas elas misturando-se aos chás de cogumelo e ao sexo grupal, com muito incenso. Era aceitável que esse ou aquele guru tivesse inúmeras carros milionários e morasse em fazendas coletivas onde o céu era o limite para as luxúrias. Mas os grãos de mostarda não resistem ao Sol quente do destino do Planeta. Aos poucos os véus das cortinas começaram a ruir e gurus passaram a ser vistos nos tribunais, acusados de tudo menos de refinarem a essência do perfume original. Não demorou muito e um guru indiano declarou-se portador de Aids.

Mais uma vez a história se repete e o perfume da linhagem foi manchado com um vírus mortal. Um amigo gaúcho confessou-me que sem mais nem menos um dia o seu “rosário” vindo de uma iniciação daquele guru com Aids caiu da parede e virou pedaços. Uma amiga, de origem japonesa, disse-me que nadava em uma piscina natural e seu cordão, vindo do Japão, despregou-se e foi levado pela corrente. No mesmo dia, quando chegou em casa abriu o jornal e leu uma matéria que dizia que o líder de sua seita fora reconhecido por membros do grupo como tendo “ultrapassado a linha divisória da força” para o lado escuro dela, devido a sua avareza recheada de mansões, mulheres fáceis e champanhe.

A minha experiência com uma iniciação em Reiki à distância foi de dores terríveis em todo o corpo e a sensação de travamento que só acabou depois de uma longa sessão de exorcismo. Depois tive que ser reiniciado em Reiki com a mestra Claudete Soares, que me devolveu a beleza dessa maravilha que é o Reiki. Está mais do que claro a responsabilidade das iniciações e as conseqüências de se alinhar a uma corrente de padrões vibratórios desequilibrados.

Será o louco João Batista o responsável pela evaporação do perfume original? Será que a chave se perdeu pelo caminho? Será que Shangri-la é a terra que sempre será prometida? Ou será que Bruce Lee morreu com o segredo? Não. Sempre nasceram, estão nascidos e nascerão aqueles encarregos de repetir a loucura de João Batista. O grande desafio para cada um de nós é estar no riacho no momento certo e conduzir a chave como um Cordeiro de Deus que tira os desequilíbrios do mundo baseado no amor universal de grandeza dourada. É muito fácil reconhecer a linhagem: basta perceber o perfume. Sem esse código saia do riacho e esconda a chave do seu coração para apresentá-lo no momento certo ao cordeiro certo.

Não compre lotes no céu! Mesmo iniciado na linhagem correta do Reiki eu tive que me disciplinar e domar as feras que habitavam no meu coração. Não basta a iniciação, é preciso cultivar no dia-a-dia a chama sagrada e deixar o perfume emergir. Todos nós somos capaz disso. Estive em um congresso sindical holístico em São Paulo e fiquei assustado, entre outras coisas, com a desorganização e a apatia dos presentes.

O líder do sindicato transitava de um lado para o outro falando de si mesmo, dos seus livros, dos seus feitos, de sua família, e se gabava, sorrindo, pelo fato de fazer “novos inimigos a cada congresso”. Ninguém podia falar e as perguntas aos palestrantes eram feitas por pequenos pedaços de papel que ele lia, não respondia e não deixava ninguém responder dizendo que a resposta era “de ordem pessoal”. E isso era um congresso de terapeutas, cujo instrumento de trabalho é a expressão, a voz, em um país democrático onde é garantido o livre direito à expressão.

Aquela situação incomodou-me bastante tanto quanto a apatia dos colegas participantes e me vinham na mente imagens das lideranças doentias responsáveis pela perda do perfume original, ao longo dos séculos, uma vez que a vontade pessoal é uma expressão da linhagem. Quando construtiva ela é livre, aberta, alegre, leve, simples e não se enquadra nos comportamentos ditatoriais, nas lideranças negativas e nos egos aviltados.

Essa apatia é muito presente nos bancos das igrejas pelo respeito e pela ignorância. Talvez a chave do bloqueio seja mesmo a ignorância, que é uma das âncoras do repetição do karma negativo. No mundo atual não há margem para a perpetuação da ignorância.

O cuidado com as iniciações tem o objetivo de ficar mais fácil o acesso ao perfume original sem intermediários despreparados e presos a correntes sombrias de pensamento. É só trabalhar o coração, derreter os laços antigos e inúteis e abrir os braços diante do Sol Central, igual ao Senhor do Corcovado.

O Dalai Lama diz em seu novo livro “Mind: Teachings on Generating Compassion”: “Por que será que a gente não consegue manter a felicidade para sempre? E por que tão freqüentemente damos de cara com o sofrimento e a miséria? O Budismo explica que o estado normal da nossa mente é tal qual nossos pensamentos e emoções os quais são selvagens e sem regras, e desde que tenhamos um falta de disciplina para segurar as rédeas a gente perde o poder de controlar sobre eles. Em conseqüência eles nos controlam. Por sua vez os pensamentos e emoções tendem a ser controlados pelos nossos impulsos negativos ao invés de ser pelos positivos.

Precisamos reverter esse ciclo para que nossos pensamentos e emoções sejam libertados de suas subserviências aos impulsos negativos e assim a gente possa, como indivíduos, ganhar controle sobre nossas mentes”. O perfume pertence ao ar e como tal tem que ser preservado com sabedoria e lealdade à origem das flores.

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